Hospitais terciários poderão dar atendimento 24 h ininterruptas
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terça-feira, 06 de outubro de 1998
Áureo Nogueira 
Os hospitais terciários de Londrina poderão atender 24 horas por dia, ininterruptamente. Segundo informação do secretário de Saúde de Londrina, Agajan Der Bedrossian, os hospitais Evangélico, Santa Casa e Universitário aceitaram a proposta feita pelo Ministério da Saúde, que ofereceu um adicional de 50% na remuneração do Sistema Único de Saúde (SUS). Berdrossian estará hoje em Curitiba para acertar os últimos detalhes do acordo ser firmado em Brasília.
O secretário de Saúde não adiantou a data para o fim dos plantões de atendimento aos pacientes do SUS. Berdrossian entende que, apesar do atendimento ininterrupto, o problema da falta de leitos ainda não será resolvido.
Vamos conseguir apenas reduzir a angústia da espera pelo atendimento. Para resolver a questão é necessário grande investimento não somente em Londrina mas em todos os municípios do País, destaca Berdrossian. Ele acrescenta que a falta de leitos ocorre por causa do aumento da demanda provocado por municípios de outras regiões e até de outros Estados.
Segundo o secretário, o número de leitos do SUS seria suficiente para atender satisfatoriamente toda demanda de Londrina e da região. Londrina enfrenta a mesma situação de Curitiba, que recebe pacientes de todas as regiões do Paraná e até de outros Estados. Aqui como lá não há infra-estrutura suficiente para atender à demanda tão grande, analisa. Ele revela que muitos municípios estão fechando estabelecimentos de saúde, em vez de ampliá-los e equipá-los. Esta situação provoca a precarização das condições dos grandes centros de referência em saúde.
Para o presidente do Sindicato dos Hospitais de Londrina e Região, médico Fahad Haddad, a saída também é o aumento de recursos destinados ao setor. Haddad entende que é necessário ampliar do número de leitos e melhorar o planejamento na utilização dos espaços disponíveis.
Ele afirma que os grandes hospitais podem trocar com os menores os pacientes menos graves com casos de maior gravidade. Racionalizaria a utilização dos leitos. Além disso, o presidente do Sindicato dos Hospitais destaca a necessidade de dar prioridade ao atendimento das urgências e emergências.


