Os hospitais terciários de Londrina poderão atender 24 horas por dia, ininterruptamente. Segundo informação do secretário de Saúde de Londrina, Agajan Der Bedrossian, os hospitais Evangélico, Santa Casa e Universitário aceitaram a proposta feita pelo Ministério da Saúde, que ofereceu um adicional de 50% na remuneração do Sistema Único de Saúde (SUS). Berdrossian estará hoje em Curitiba para acertar os últimos detalhes do acordo ser firmado em Brasília.
O secretário de Saúde não adiantou a data para o fim dos plantões de atendimento aos pacientes do SUS. Berdrossian entende que, apesar do atendimento ininterrupto, o problema da falta de leitos ainda não será resolvido.
‘‘Vamos conseguir apenas reduzir a angústia da espera pelo atendimento. Para resolver a questão é necessário grande investimento não somente em Londrina mas em todos os municípios do País’’, destaca Berdrossian. Ele acrescenta que a falta de leitos ocorre por causa do aumento da demanda provocado por municípios de outras regiões e até de outros Estados.
Segundo o secretário, o número de leitos do SUS seria suficiente para atender satisfatoriamente toda demanda de Londrina e da região. ‘‘Londrina enfrenta a mesma situação de Curitiba, que recebe pacientes de todas as regiões do Paraná e até de outros Estados. Aqui como lá não há infra-estrutura suficiente para atender à demanda tão grande’’, analisa. Ele revela que muitos municípios estão fechando estabelecimentos de saúde, em vez de ampliá-los e equipá-los. ‘‘Esta situação provoca a precarização das condições dos grandes centros de referência em saúde.’’
Para o presidente do Sindicato dos Hospitais de Londrina e Região, médico Fahad Haddad, a saída também é o aumento de recursos destinados ao setor. Haddad entende que é necessário ampliar do número de leitos e melhorar o planejamento na utilização dos espaços disponíveis.
Ele afirma que os grandes hospitais podem ‘‘trocar’’ com os menores os pacientes menos graves com casos de maior gravidade. ‘‘Racionalizaria a utilização dos leitos.’’ Além disso, o presidente do Sindicato dos Hospitais destaca a necessidade de dar prioridade ao atendimento das urgências e emergências.

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