O promotor especial de Defesa do Consumidor, Jorge Fernando Barreto Costa, instaurou procedimento investigatório para apurar as condições de atendimento dos hospitais credenciados pelo Sistema Unico de Saúde (SUS) em Umuarama. A cidade não tem hospital público e os cinco particulares atendem pelo SUS em sistema de rodízio. Cada dia um hospital fica de plantão. Durante reunião, ontem à tarde, com os diretores dos hospitais e administradores do SUS, o promotor informou que vai cobrar soluções para os problemas que estão ocorrendo.
O principal deles é a falta de UTI em dois hospitais, o São Lucas e o Umuarama. Quando estão de plantão e recebem pacientes que precisam de UTI, estes hospitais são obrigados a transferir o paciente para os outros que muitas vezes alegam não ter vagas.
O Hospital São Lucas tem todo os equipamentos para instalar a UTI, mas não estaria conseguindo autorização da Secretaria Municipal de Saúde e da Regional de Saúde. ‘‘Se temos falta de vagas em UTI e mais um hospital quer e pode instalar o centro, precisamos agilizar isto’’, disse Costa.
Outro problema sério é a falta de continuidade do tratamento. Se um paciente atendido e liberado por um hospital precisar de novo internamento tem que ir ao que estiver de plantão no dia. Costa solicitou à Vigilância Sanitária Municipal uma vistoria em todos os hospitais. Ele quer apurar as condições de cada um e exigir que se adaptem às normas do SUS. Ele dará um prazo para os estabelecimentos resolverem os problemas. Os que não comprirem as exigências poderão ser descredenciados.
O presidente da Associação dos Hospitais de Umuarama, João Jorge Hellú, prometeu que os hospitais vão se empenhar para cumprir as exigências da promotoria. ‘‘Espero que com a investigação todos os estabelecimentos obtenham o mesmo padrão de qualidade.’’

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