Kraw PenasIvete Wazur: modelo paranaense tem apresentado bons resultadosO atendimento hospitalar oferecido à população brasileira pelos 7.000 hospitais do País vai ser classificado em níveis de qualidade a partir do mês de junho pelo governo federal. A informação é do coordenador do Programa Nacional de Qualidade e Produtividade do Ministério da Saúde, Péricles Góes da Cruz. Ele disse ontem em Curitiba que essa classificação, conhecida como ‘‘acreditação hospitalar’’, busca padronizar e selecionar o atendimento nas instituições de saúde.
A acreditação é uma certificação de qualidade realizado nos mesmos moldes do trabalho feito em indústrias e outras empresas. A classificação vai ser realizada através da análise de diversos ítens dos hospitais, como recursos oferecidos aos pacientes, forma de atendimento, gestão da qualidade nos procedimentos administrativos e hospitalares, entre outros.
Góes participa até sexta-feira em Curitiba de um encontro com técnicos de secretarias estaduais e do Ministério de Saúde, para definir as normas de atuação e a forma jurídica do órgão que vai ser criado no mês de abril para coordenar essa fiscalização em todo o País.
Paraná - O processo de avaliação da qualidade dos hospitais já vem sendo feito no Paraná desde janeiro de 1997, pela Secretaria Estadual de Saúde, e vai servir de modelo para o sistema que vai ser implantado nacionalmente. Hoje 52 hospitais estão participando do projeto desenvolvido pelo Instituto Paranaense de Acreditação em Serviço de Saúde (Ipass) e mais dez instituições.
Dos 52 hospitais, seis estão sendo avaliados por uma comissão formada por médicos, enfermeiros, farmacêuticos e administradores hospitalares, que deve encaminhar ao Ipass um relatório sigiloso sobre a situação do hospital. Se for aprovada, a instituição é classificada em níveis de um a quatro, passando por nova vistoria após dois anos. Se não atender os padrões mínimos exigidos, a instituição não recebe a certificação e passa por nova vistoria um ano depois.
Esse tipo de trabalho também vem sendo feito no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, mas segundo a presidente do Ipass, Ivete Wazur, o modelo paranaense tem apresentado bons resultados devido ao grande número de instituições que participam do Instituto. No Rio Grande do Sul o trabalho é feito por uma empresa privada e em São Paulo é coordenado pelo Conselho Regional de Medicina.

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