Os diretores dos três maiores hospitais de Londrina - Universitário (HU), Evangélico (HE) e Santa Casa - se reuniram na manhã de ontem para discutir uma forma de ampliar o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A medida seria tomada enquanto persistir a interdição das UTIs 1 e 2 Adulto do HU, em razão do surto da bactéria multirresistente ''Klebsiella spp''. Os diretores pretendem entregar amanhã um relatório à Autarquia Municipal de Saúde e à 17 Regional de Saúde.
O Evangélico garantiu a implantação de mais quatro leitos. Conforme a assessoria, o HE estava com os 12 leitos ocupados ontem e quatro pacientes esperavam na emergência. A assessoria da Santa Casa apontou que 31 dos 36 leitos de UTI adulto estavam ocupados e que também terá condições de ''criar'' mais quatro se forem cedidos os equipamentos.
No HU, todos os 17 leitos adultos estavam sendo usados. Por causa do surto de ''Klebsiella spp'', os pacientes permanecem em acomodações adaptadas. O superintendente do hospital, Francisco Eugênio, preferiu não precisar números mas assegurou que haveria condições de implementar mais leitos, respeitando o limite de servidores disponíveis para atenderem os pacientes.
Sobre o surto da bactéria multirresistente, que há 11 dias provocou o isolamento e interdição dos 17 leitos de UTI adulto no HU e restringiu o atendimento no pronto-socorro, Eugênio estimou que a situação deverá começar a voltar a normalidade a partir do dia 27. O trabalho de desinfecção das unidades está em fase de conclusão. Ao todo, 16 pacientes foram colonizados pela bactéria multirresistente a antibióticos.
Até o meio da tarde de ontem, o diretor da 17 Regional de Saúde, Adilson Castro, ainda tentava fazer o empréstimo de equipamentos para o Evangélico. Por enquanto, garantiu, ''a situação está sob controle e não há nenhum paciente aguardando longo tempo na fila por leito''.
A bactéria que provocou a interdição da UTI adulta do HU foi introduzida por um paciente de 17 anos que em fevereiro sofreu um acidente de trânsito no interior de Goiás. Ele passou por um hospital de Itumbiara e outro em Goiânia e, por morar na região de Londrina, a família decidiu transferí-lo para o HU. No dia 21 de fevereiro, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) detectou que ele havia sido colonizado por uma forma multirresistente da ''Klebsiella'', que acabou contaminando outros 15 pacientes.

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