Os prontos-socorros (PSs) de Londrina tiveram ontem mais um dia de grande procura e o atendimento ficou mais lento que o normal nos hospitais. O Pronto-Socorro da Santa Casa, em Londrina, registrou a situação mais grave e teve que restringir o atendimento, na parte da manhã, somente para casos de urgência e emergência.
O diretor-técnico da Irmandade Santa Casa, Sérgio Canavese, classificou o dia de ‘‘apreensivo’’. Pela manhã, 46 pacientes estavam internados no PS do hospital, que tem capacidade de 18 leitos. Com as altas e transferências da tarde, o número de pacientes caiu para 39. ‘‘A superlotação já deixou de ser exceção e isso preocupa porque quem perde é sempre o paciente’’, afirmou.
O Hospital Universitário (HU) também teve um dia ‘‘normal’’. Segundo a assessoria de imprensa, a taxa de ocupação às 16 horas era de 89%, com 257 leitos ocupados de um total de 289. Outros 23 pacientes aguardavam vagas em macas espalhadas pelos corredores. As unidades de terapia intensiva (UTIs) também permaneceram lotadas durante todo o dia.
Nos hospitais da Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS), a situação não foi diferente. O enfermeiro-chefe do PS do HZN, Márcio Marques, relatou que ‘‘o atendimento era lento porque estavam com apenas um médico atendendo’’. No HZS, o diretor-geral, Marcelo Mendonça, disse que o movimento ‘‘foi puxado pela manhã, mas não foi registrado excesso de pacientes’’, como aconteceu na semana passada.

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