Dos cinco hospitais que mantêm convênio com a Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Maringá (Capsema), dois suspenderam o contrato e deixaram de atender aos funcionários. Dentro de pouco tempo, se a prefeitura não pagar a dívida que tem com a Capsema, os outros três também deverão suspender o convênio.
A prefeitura está devendo R$ 7 milhões à Capsema (sem contar os juros pelo atraso), desde a administração anterior. ‘‘A prefeitura só está repassando à Capsema a folha dos aposentados e pensionistas e de vez em quando manda um dinheiro a mais que a gente distribui entre os hospitais, apenas para manter o convênio e evitar a sua suspensão’’, disse o diretor-superintendente da Capsema João Fragoso.
Fragoso, que teve uma audiência ontem com o prefeito Jairo Gianoto (PSDB), garantiu que a prefeitura vai pagar a dívida até o final do mês com o dinheiro arrecadado do IPTU. ‘‘Pedi aos hospitais para que segurem o convênio só mais um pouco, pois tenho certeza que o prefeito vai cumprir a promessa que me fez’’, disse Fragoso. Sem dinheiro para repassar aos hospitais, a maioria dos médicos trabalha de graça e muitos só atendem aos casos de urgência. No Hospital São Marcos, por exemplo, as matrículas dos que possuem cargos em comissão foram canceladas; os demais servidores estão sendo atendidos normalmente.
No Hospital Santa Lúcia, os conveniados à Capsema continuam sendo atendidos; no Hospital Maringá, o atendimento à Capsema foi totalmente suspenso; no Hospital Paraná, um dos maiores da cidade, o atendimento está suspenso há três meses; no Hospital Santa Rita e na Santa Casa o atendimento ainda continua sendo feito.
O Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismar) está se mobilizando para decidir o que fazer em relação à falta de repasse de dinheiro para a Capsema. ‘‘Os servidores estão reclamando muito, ninguém sabe direito que hospital pode atendê-los, mas a prefeitura continua descontando os 8% relativos à previdência’’, lamentou o secretário-geral do Sismar, Ademir Félix de Jesus.
A prefeitura atravessa séria crise financeira. A dívida total com os governos federal, estadual e fornecedores chega aos R$ 120 milhões. Só à União a prefeitura deve R$ 65 milhões. O 13º salário dos cerca de 5 mil servidores está atrasado: a metade deverá ser paga no final do mês; a outra metade, no final de fevereiro.

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