Representantes do setor de saúde de Londrina reuniram-se ontem com o comitê de gestão de resíduos coordenado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) com participação da comunidade para discutir uma nova política de descarte de lixo hospitalar. Atualmente, a coleta é realizada pelo município e o material é depositado em uma vala séptica exclusiva no aterro. A prática, contudo, será modificada após a construção do novo aterro sanitário, prevista para o primeiro semestre do ano que vem. A partir disso, a CMTU deve fazer valer a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) que passa a responsabilidade da gestão dos resíduos aos produtores de lixo.
De acordo com estimativa da CMTU, o setor produz em média 33 toneladas de lixo hospitar mensalmente. Todo o trabalho de coleta, que exige veículo diferenciado, é feito pelo município em aproximadamente 500 estabelecimentos da cidade, entre hospitais, clínicas médicas e veterinárias, farmácias entre outros.
Segundo a diretora de operações da CMTU, Rosimeire Suzuki Lima, o novo aterro vai seguir as orientações da legislação ambiental que recomenda a desinfecção do material contaminado. A prática não é realizada no atual aterro. Pela resolução do Conama, que entra em vigor neste ano, esse processo fica a cargo de quem produziu o lixo.
Duas opções começaram a ser discutidas ontem: a formação de um consórcio formado pelos estabelecimentos ou manutenção do serviço ou parte dele pelo município. ''Vamos tentar encontrar uma alternativa e cobrar o custo'', afirmou.
Outro ponto bastante discutido foi a aplicação de estratégias de redução do volume do material. Nem todo lixo produzido nos hospitais precisa ser esterilizado, mas como não há coleta seletiva, todo material acaba sendo contaminado na armazenagem ou coleta. ''Estamos trabalhando para descobrir o percentual de quanto se produz para saber quanto precisa de tratamento'', disse. O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde de Londrina preferiu não comentar o assunto, alegando que o processo de discussão ainda está em fase inicial.
Na segunda quinzena de outubro, o comitê realiza um novo ciclo de reuniões com os sub-grupos, dividido entre os setores de entulho, lixo hospitalar e lixo doméstico. No dia 13, reúne-se a comissão do lixo hospitalar e no dia 15 é a vez do lixo domiciliar e coleta seletiva.

mockup