A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina liberou, ontem, os Hospitais da Zona Sul (HZS) e Zona Norte (HZN) para voltarem a realizar, normalmente, as cirurgias eletivas. Segundo secretário de Saúde, Sílvio Fernandes, os dois hospitais apresentaram planos de ampliação de leitos para atendimento no Pronto-Socorro (PS), um dos objetivos da medida que reduziu o número de cirurgias eletivas na cidade.
O HZS pretende criar mais dois leitos para o atendimento no PS e contratar mais um médico plantonista para o período da manhã, nos próximos dias. A médio prazo, existe a proposta para uma pequena reforma que vai aumentar para sete o número de leitos. No HZN foram criados, na última semana, mais seis leitos para o atendimento do PS.
O número de cirurgias eletivas intervenções que não caracterizam emergência e são marcadas com antecedência, sem riscos para o paciente havia sido reduzidos pela metade há duas semanas, com objetivo de reduzir a superlotação de leitos nos PSs e melhorar a qualidade do atendimento hospitalar. ''Com aumento de leitos, as cirurgias podem voltar'', afirmou Fernandes.
As propostas para melhorias nos atendimentos dos hospitais foram discutidas, ontem de manhã, no HZS, por representantes dos dois hospitais, comunidade, secretário de Saúude, diretora do Conselho Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), Vânia Maria Goulart Moraes; e o promotor dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Cesar Tavares.
O secretário informou que a verba para a reforma e para a capacitação dos profissionais virá do Fundo Municipal de Sa© úde. Em relação ao salário do novo médico plantonista, ele disse a responsabilidade é do Cismepar órgão que contrata os funcionários para o HZS e HZN e ajuda na compra de medicamentos e materiais.
O diretor geral do HZS, Marcelo Mendonça, disse que a reunião foi muito positiva pois ajudou a criar mais leitos de urgência e emergência. Agora, de acordo com Mendonça, eles vão poder voltar a realizar o total de cirurgias eletivas: 30 por mês. ''Nós sempre tivemos condições de fazer as cirurgias, mas mesmo assim a secretaria diminuiu esse número'', revelou.
Com a queda da temperatura no final de semana, o número de atendimeto de crianças com problemas respiratórios foi grande nos hospitais. Por outro lado, diminuíram os atendimentos de crianças suspeitas de estarem com o rotavírus. O diretor clínico do Pronto Atendimento Infantil (PAI), Mohamad El Kadri, informou que o vírus se adapta melhor ao calor e ao tempo seco.

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