Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
As entidades representativas de dirigentes de hospitais privados, Santas Casas e hospitais beneficentes se reúnem a partir de amanhã, em São Paulo, para discutir a estratégias da manifestação que vai ser realizada em Brasília nos dias 21 e 23 de setembro.
A principal reivindicação da Confederação Nacional de Saúde (CNS), em conjunto com os deputados da Frente Parlamentar de Saúde e da Comissão de Seguridade Social da Câmara é a revisão imediata das tabelas de remuneração do Sistema Único de Saúde (SUS).
José Francisco Schiavon, presidente da Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), esclarece que, durante os dois dias do protesto, as atividades dos hospitais conveniados não deverão ser paralisadas. ‘‘Vamos pressionar o Governo Federal e os deputados a vincular os financiamentos ao setor através da Constituição. Somente desta maneira poderemos manter um atendimento de qualidade ‘a população’’, salienta.
Uma moção elaborada pela CNS classifica de ‘‘miserável’’ o pagamento pelo SUS de R$ 7,00 por uma diária aos hospitais conveniados; incluindo-se cinco refeições, enfermagem, roupas e serviços gerais, além dos encargos fiscais e trabalhistas.
Os participantes da ‘‘mobilização nacional em defesa da saúde no Brasil’’ vão exigir uma aumento de 90% na tabela usada pelo Ministério da Saúde para o pagamento aos hospitais conveniados aos SUS. O reajuste imediato seria de 40% e os 50% restantes, deveriam ser aplicados aos procedimentos médicos cujos valores estejam mais defasados.
‘‘Se a remuneração continuar tão baixa, os hospitais públicos ou privados poderão reduzir ainda mais o número de leitos destinados ao atendimento dos pacientes que usam o SUS, prejudicando ainda mais a qualidade dos serviços prestados’’, argumenta Schiavon.

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