Hospitais retêm macas e viaturas do Samu e Siate ficam paradas em Londrina
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de março de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

Duas viaturas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e três do Siate (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência) estavam paradas até as 13h deste domingo (11) em Londrina por falta de macas. Os leitos para atendimento de pacientes ficaram retidos no pronto-atendimento das unidades de saúde do município por falta de vagas no SUS (Sistema Único de Saúde).
Na manhã deste domingo, o HU (Hospital Universitário), por exemplo, cuidava de 78 pacientes, enquanto tem capacidade para 45.
A [B]FOLHA apurou que Londrina tem quatro unidades do Siate e sete ambulâncias do Samu, além de um VIR (veículo de intervenção rápida). O secretário de Saúde de Londrina, Felippe Machado, confirmou a paralisação das duas unidades móveis. A reportagem não conseguiu contato com o comando do Corpo de Bombeiros.
Samu e Siate, apesar de atenderem ocorrências de características diferentes, atuam em parceria o primeiro socorre casos clínicos, enquanto o serviço prestado pelos bombeiros atende situações em que há pacientes com trauma. Porém, como não há médicos no Siate, o Samu presta auxílio nas ocorrências com traumas mais graves.
Machado confirma "problemas pontuais entre sábado e domingo" que levaram à retenção de macas por hospitais e que isso ocorre quando há sobrecarga de atendimento pelo SUS. De acordo com ele, o Samu, que é operado pela Secretaria Municipal de Saúde, tem macas em todas as ambulâncias e mais quinze sobressalentes, que seriam suficientes para quase duas vezes mais atendimentos por viatura. "Isso significa que ficaram retidas todas as nossas reservas e mais duas", afirma.
Ele, entretanto, vê como uma "bola de neve": o atendimento dos prontos-socorros fica sobrecarregado e, para não deixar os pacientes no chão, acabam segurando as macas. "O hospital tem um PS com capacidade para 40 ou 50 atendimentos, mas alberga de 90 a 100. Entre não receber o doente ou ficar com a maca, eles preferem a segunda opção", diz.
O secretário também afirmou que a superlotação não ocorria "há alguns meses", mas que, diante do quadro deste fim de semana, determinou a aquisição de mais macas. "Sei que não é solução, mas, pelo menos, não deixamos ambulâncias paradas." Londrina tem 1.400 leitos para o SUS, mas Machado não soube especificar quantos são para atendimentos de emergência.
(Colaborou Viviani Costa)


