Hospitais reduzirão cirurgias eletivas
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quinta-feira, 22 de agosto de 2002
Emerson Dias<BR>Reportagem Local 
A Secretaria Municipal de Saúde determinou a redução de 50% das cirurgias eletivas intervenções que não caracterizam emergência e são marcadas com antecedência realizadas em cinco hospitais de Londrina. Mesmo a decisão atingindo cerca de 340 pacientes atendidos mensalmente, o objetivo apresentado pelo secretário Sílvio Luiz Fernandes seria reduzir a superlotação de leitos e melhorar a qualidade do atendimento hospitalar.
A determinação foi passada aos hospitais Universitário (HU), Evangélico, Santa Casa, Zona Norte e Zona Sul na semana passada, mas o assunto veio a público somente ontem, durante a sessão da Câmara Municipal, onde o vereador Paulo Arildo (PHS) leu o documento na íntegra.
Para o secretário de Saúde, a redução de cirurgias é a melhor maneira de reduzir a superlotação nos hospitais a curto prazo. ''A determinação é por tempo indeterminado. Esperamos que a situação se normalize rapidamente e que os atendimentos voltem a ser realizados'', comentou Fernandes ontem. Ele admitiu ser necessário aumentar o número de leitos, mas pediu aos hospitais que se organizassem internamente para melhorar o atendimento de urgência e emergência.
De acordo com a Diretoria de Auditoria, Controle e Avaliação (Daca) da secretaria, são realizadas todos os meses, em média, 680 cirurgias eletivas em várias especialidades. As intervenções oftalmológicas não estão incluídas nesse número porque são enquadradas como procedimentos ambulatoriais.
O hospital mais atingido pela determinação é o da Zona Norte, onde mais da metade da cirurgias (57%) é agendada com antecedência (veja quadro). A diretoria da Santa Casa divulgou ontem que a decisão não causará impacto imediato, já que o hospital vem controlando as eletivas conforme a disponibilidade de vagas. Como o total de cirurgias mensais é de 560, o número de eletivas atinge a média de 145 procedimentos.
O diretor-clínico do Evangélico, Oziel Torrezin, comentou ontem que atenderá o pedido da secretaria, mas que ''os pacientes com cirurgia agendada não serão prejudicados''. O hospital atende, em média, 80 cirurgias eletivas. O HU, que registra o menor índice de intervenções, divulgou que a redução não deverá partir da diretoria, já que as Autorizações para Intervenção Hospitalar (AIH) são normalmente repassadas pela Secretaria.
Em dezembro do ano passado, período em que os funcionários do HU estavam em greve e parte da Santa Casa passava por reformas, a secretaria tomou uma decisão mais radical: pediu aos demais hospitais que cancelassem as cirurgias eletivas até que o atendimento geral fosse reestabelecido.


