Hospitais querem reajuste de 70%
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terça-feira, 10 de junho de 1997
Elisa Marilia, 
de Curitiba
Arquivo FolhaSchiavon, presidente da Federação dos Hospitais do Paraná: Queremos do ministro uma definição de política de SaúdeOs hospitais públicos de todo o País querem pelo menos 70% de aumento na tabela do SUS. Uma comitiva de representantes de todas as entidades hospitalares estaduais tiveram ontem às 17h uma audiência com o ministro da Saúde, Carlos Albuquerque, para discutir as reivindicações.
Queremos do ministro uma definição de política de Saúde. O governo tem que dizer a quem vai dar assistência. É muito bonito dizer que todos têm direito e que o Brasil vai viver o Ano da Saúde em 1997 e em seguida cortar R$ 1,1 bilhão do orçamento para a Saúde, argumenta o presidente da Federação dos Hospitais do Paraná, José Francisco Schiavon. Ele também é o vice-presidente da Federação Brasileira de Hospitais e da Confederação Nacional da Saúde.
Medicamentos - Segundo ele, o Paraná vai tentar que o ministério autorize a cobrança dos medicamentos usados pelos pacientes. Pelo menos isso. A outra opção é fechar os hospitais públicos. Estamos tentando segurar, mas tudo o que fazemos não é suficiente. Precisamos de alguma coisa mais expressiva, diz Schiavon.
Alguns procedimentos estão com sua remuneração pelo SUS 300% defasados. Como exemplo, Schiavon cita o valor repassado por partos, cesareanas, serviços de ortopedia e de cirurgia ambulatorial. Há três anos não temos reajustes. Precisamos de um pouco de fôlego. Usamos medicamentos que tiveram aumento de 120%, afirma.
Quatro ítens principais tornam impraticável a continuidade dos atendimentos hospitalares, na análise de Schiavon: os insumos (água, luz, telefone, combustível e material de limpeza), a folha de pagamento, os encargos sociais e, por último, os medicamentos.
Dívida - Nos cálculos de Schiavon, os hospitais públicos do Paraná têm R$ 63 milhões a receber do SUS. Em todo o País esta soma sobe para R$ 900 milhões. A CPMF está sendo usada para pagar essas dívidas atrasadas, referentes ao ano passado. Temos que reconhecer que o ministério está conseguindo manter em dia os pagamentos deste ano, mas com os valores totalmente defasados, disse.


