O Hospital da Zona Sul (HZS), em Londrina, viveu ontem um dia de caos. O pronto-socorro permaneceu fechado a maior parte do dia porque não havia mais onde colocar os pacientes. ‘‘Nós fomos obrigados a fechar por causa da superlotação. Não havia mais nenhuma cadeira onde pudéssemos colocar um paciente para tomar soro se fosse preciso. Colocamos pessoas em macas e até em bancos de madeira,’’ explicou o diretor clínico do hospital Marcelo Mendonça.
Segundo Mendonça, o hospital foi reaberto à tarde, mas com a perspectiva de fechar pois só havia três leitos disponíveis para o pronto-socorro. ‘‘Eu suspendi quatro cirurgias para poder liberar os leitos para internação. Mas se chegarem três pacientes que precisem ficar em observação nós teremos que fechar.’’
Mendonça não soube informar os motivos do elevado número de pacientes que procuraram o hospital provocando a superlotação. ‘‘Nós tivemos muitos pacientes clínicos que precisaram de internamento, casos de pneumonia, hepáticos, nefrites e outros.’’ Apenas o setor de pediatria atendeu normalmente. O hospital tem 52 leitos, sendo 11 de pronto-socorro, 14 de pediatria, 15 de clínica médica e 12 de clínica cirúrgica.
O Hospital Universitário (HU) não chegou a fechar o pronto-socorro, mas também teve um dia de superlotação. Segundo a assessoria da imprensa, 28 macas foram colocadas nos corredores. A Unidade Central Intensiva, que fica junto à maternidade e atende crianças que não estão tão mal para ficar na UTI nem tão bem para ficar na pediatria, teve seu número de leitos aumentado de 10 para 19. Dois pacientes foram intubados no corredor e tiveram que esperar até que houvesse vaga na UTI. Até as 15 horas de ontem, o pronto-socorro havia registrado 148 atendimentos. O Hospital da Zona Norte teve funcionamento normal ontem.

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