Hospitais precisam se organizar para atender urgências
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quarta-feira, 20 de junho de 2001
Telma ElorzaDe Londrina 
Os hospitais e a Central de Vagas de Londrina terão que se organizar para agilizar o atendimento a casos de urgência e encaminhamento de pacientes em risco a Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O pedido foi feito ontem de manhã, pelo secretário municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, em reunião com diretores de hospitais e outros órgãos ligados à área, além do promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares.
Segundo Sílvio Fernandes, a reunião foi convocada por ele há alguns dias porque o problema em Londrina chegou a um ponto crítico. Faltam leitos para cuidados de terapia intensiva, os prontos-socorros vivem superlotados e os serviços de urgência nos hospitais maiores vivem uma situação caótica, explicou. Porém, segundo ele, é possível trabalhar dentro dessa realidade para não que ninguém fique sem assistência. Pedi a eles que ampliem a rotatividade dos pacientes. Quanto mais rápido transferir do pronto-socorro para a enfermaria, ou agilizar exames para o encaminhamento, mais rápido poderemos ter um novo atendimento, explicou.
Segundo ele, a demora para se conseguir uma vaga em UTI também poderia ser minimizada se houvesse uma maior comunicação entre os médicos. Hoje se transfere a responsabilidade apenas para Central de Vagas. Mas um fluxo contínuo de informações entre hospitais pode agilizar o serviço. Um paciente menos grave pode ser transferido para um hospital menor, deixando que um caso de maior gravidade seja atendido naquele maior, salientou.


