Funcionários dos hospitais particulares de Londrina realizam hoje, amanhã e segunda-feira duas horas de paralisação de protesto como um alerta à possibilidade de greve geral. A decisão foi tomada na terça-feira durante uma assembléia com os funcionários da categoria. As paralisações estão previstas para ocorrer em um hospital por dia, o Instituto do Câncer abre o protesto parando suas atividades das 7 horas às 9 horas. Amanhã a paralisação deve ocorrer na Santa Casa, no mesmo horário. O Hospital Evangélico encerra o manifesto na segunda-feira.
A pauta de negociação, segundo a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Londrina (SinSaúde), Ana Maria da Cruz, foi deixada de lado na tentiva de se obter ao menos a reposição salarial de 7,07% relativa à inflação dos últimos 12 meses. As negociações com a classe patronal estão sendo feitas desde o mês de maio.
Os hospitais, de acordo com Ana Maria, alegam falta de dinheiro pois há cinco anos o Sistema Único de Saúde (SUS) não corrige a tabela de procedimentos médicos. Nem mesmo os convênios de saúde estariam repassando os reajustes já cobrados dos usuários. Uma nova reunião está marcada para amanhã, às 10 horas, entre o SinSaúde e o Sindicato Patronal. Se não houver avanço nas negociações os funcionários se reúnem novamente no dia 15, onde deverá ser tirado o indicativo de greve.

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