Hospitais não estão credenciados
Apesar de ter uma equipe médica qualificada e estar aparelhado para a realização de transplantes de coração, o Hospital Evangélico (HE) de Londrina ainda não conseguiu o credenciamento junto ao Ministério da Saúde. A falta deste documento impede que o hospital receba do Sistema Único de Saúde (SUS) o pagamento pelas cirurgias. E coloca em risco a possibilidade do hospital continuar atendendo a demanda de transplantes de coração.
O diretor geral do HE, Antônio Carlos Ribeiro, explicou ontem que o hospital não pode continuar absorvendo os custos do procedimento médico. A Santa Casa de Londrina está na mesma situação - já enviou o protocolo mas ainda não conseguiu o credenciamento.
Ele explicou que o HE preenche todos os requisitos exigidos pelo Ministério da Saúde para o credenciamento. O protocolo pedindo o credenciamento foi enviado em novembro, mas o Ministério suspendeu a concessão de credenciamento por seis meses alegando falta de recursos. Os últimos dois transplantes realizados no hospital só aconteceram porque foram autorizados pela Secretaria Municipal de Saúde, através do prefeito Antônio Belinati (PDT).
Não podemos continuar dependendo da autorização do prefeito. E se não encontrarmos o prefeito, perdemos a possibilidade de fazer o transplante e salvar uma vida?, questiona Ribeiro. Ele explica que o custo médio de um transplante de coração é de R$ 25 mil. Pela tabela atual do SUS, o repasse é de R$ 12.500,00. A equipe médica que atua no transplante de coração recebe R$ 200,00 por cirurgia. A diferença é grande. As tabelas precisam ser readequadas. Mas enquanto isto não acontece este valor ajuda o hospital a manter o atendimento, complementa.
Para Ribeiro, a postura do Ministério da Saúde é incoerente e perigosa. As equipes médicas estão prontas, os hospitais equipados e a comunidade está cada vez mais consciente da importância da doação. Só o governo não está fazendo a sua parte, priorizando a saúde.





