A situação de superlotação dos hospitais de Londrina, agravada com a suspensão temporária do atendimento do Pronto-Socorro da Santa Casa e o funcionamento parcial do Pronto-Socorro do Hospital Universitário (HU) em função da greve da Universidade Estadual de Londrina (UEL), fez com que o setor de saúde tomasse algumas medidas na tarde de ontem para controlar o problema.
A Autarquia Municipal de Saúde encaminhou ofício aos hospitais Zona Norte, Zona Sul, Santa Casa, Universitário e Evangélico orientando que suspendam as cirurgias eletivas até o dia 22 de dezembro quando será reaberto o Pronto-Socorro da Santa Casa.
A diretora-clínica do Zona Norte, Vera Marvule, afirmou que com essa medida será possível ganhar fôlego para administrar a superlotação. Ontem o hospital tinha 22 pacientes internados na enfermaria e Pronto-Socorro e dois aguardando transferência para hospitais terciários.
Em reunião convocada pelo promotor de Defesa e Garantia dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, com as direções dos hospitais HU, Zona Norte e Zona Sul, o comando de greve do HU e Secretaria de Saúde; foram tomadas também medidas para evitar problemas no atendimento especificamente em relação ao HU.
A entrada de pacientes encaminhados por outros hospitais será centralizada nas mãos do diretor-clínico, Silvio Villari. Dessa forma o comando de greve terá que atender prontamente a orientação da direção clínica e deixar o paciente dar entrada no hospital.
Quanto à demanda espontânea, o promotor orientou o comando de greve para que seja mais flexível e se tiver dúvidas quanto a gravidade do caso, que deixe a pessoa dar entrada no hospital.
A reunião foi convocada em função da morte de Antônia Amélia Siqueira, 67 anos, na noite de segunda-feira, no HU. A promotoria investiga a possibilidade de a mulher ter morrido por demora no atendimento, depois de ter sido barrada pelo comando de greve dos servidores do HU. O promotor requisitou abertura de inquérito policial para investigar o caso.

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