O Hospital da Criança e o Pronto-Socorro (PS), que foram inaugurados no final do ano passado em Cascavel não atendem a requisitos básicos para funcionar. Em ambos faltam centros cirúrgicos e Unidades de Terapia Intensiva (UTI), além de não possuírem autorização da Vigilância Sanitária para funcionar. Uma comissão formada por 11 membros indicados por várias entidades está discutindo soluções para o problema, mas até o momento não chegaram a um consenso.
O médico Adarcino Amorim, um dos integrantes da comissão, afirma que a comissão já manteve três encontros e realizou visita ao prédio, quando ficou constatado ser impossível o funcionamento do pronto-socorro. Ele explica que não foram projetados UTI e Centro Cirúrgico para o atendimento de emergência. ‘‘Não existe a menor possibilidade de se atender casos graves como traumas. Há apenas uma sala de curativos, nada mais’’, observa.
Segundo o médico, vários problemas foram encontrados no local, entre eles, a proximidade com o parque de máquinas que foi instalado no mesmo terreno dos hospitais. Ele acredita que também está comprometida a anunciada finalidade de Hospital da Criança, pois a disponibilidade é apenas de enfermarias, berçários e camas. Amorim relata que não há, sequer, uma lavanderia. ‘‘Não tem como um hospital infantil funcionar sem uma lavanderia, pois estima-se que diariamente teriam que ser lavados 500 quilos de roupas’’, explicou.
Adarcino Amorim afirma que muitos equipamentos que foram comprados não deverão ser utilizados, pois serão substituídos por outros comuns. Ele dá o exemplo de uma mesa cirúrgica sofisticada, cujo valor ultrapassa R$ 10 mil, e que poderá ser utilizada, apenas, para fazer suturas.

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