Hospitais ficam em alerta
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terça-feira, 07 de novembro de 2000
De Curitiba 
Caso a greve dos servidores aumente no Hospital de Clínicas, os demais hospitais de Curitiba já prevêem uma demanda maior nos atendimentos. No Cajuru, um dos principais da Capital e vinculado à Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), a estimativa é que o atendimento cresça entre 15% a 20%. Os serviços médicos municipais também devem registrar alta nos atendimentos, como aconteceu na primeira greve do HC.
De acordo com Mário Oldemar de Freitas, supervisor de atendimento do Cajuru, o reflexo da paralisação do HC será sentido de imediato. Muitos procedimentos realizados no Hospital de Clínicas devem ser encaminhados diretamente para cá, afirmou. Por mês, o hospital-escola da PUC atende 12 mil pessoas.
No Hospital do Trabalhador, a diretora-geral, Marilise Borges Brandão, acredita que os reflexos serão nos internamentos da pediatria, maternidade e procedimentos clínicos.
Por mês, o Hospital de Clínicas atende 61 mil pessoas, fazendo 1.750 internações, 783 cirurgias, 191 partos e mais de 90 mil exames. Os pacientes vêm da Região Metropolitana e Curitiba (sendo 80,5% do total), do interior do Paraná (12,38%) e dos estados e países vizinhos (7,13%). (I.R.)


