Hospitais fazem campanha para combater a infecção
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segunda-feira, 15 de maio de 2000
Chiara Papali De Londrina Especial para Folha 
A Santa Casa de Londrina, o Hospital Universitário (HU) e a 17ª Regional de Saúde comemoraram ontem o Dia Nacional de Controle de Infecção Hospitalar, orientando funcionários, parentes e visitantes sobre a importância do controle e divulgando a melhor forma de prevenção: a lavagem das mãos. Um dos números divulgados durante a programação foi a da taxa de mortalidade em consequência da infecção, que pode chegar a 30%. Já o tratamento de uma vítima da infecção hospitalar é de cerca de R$ 500,00 por dia.
Segundo a infectologista da Santa Casa, Cláudia Dantas de Maio Camillo, o controle de infecção hospitalar pode ainda diminuir o tempo de internação do paciente. Ele não vai ficar mais tempo internado por causa de uma infecção oportunista, correndo risco de vida, explica.
No HU, a programação iniciada ontem prossegue até sexta-feira com a realização da 4ª Semana de Controle de Infecções Hospitalares. O evento, promovido pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HU, que funciona desde 83, pretende informar com diversão: um grupo de exterminadores vai percorrer o hospital à caça de bactérias com as melhores armas de combate, água e sabão.
De acordo com Joseani Pascoal, infectologista do HU, a maioria das bactérias é transmitida pelas mãos, que podem ter entre 100 e 1.000 bactérias por centímetro quadrado. A lavagem das mãos é responsável por até 80% do controle de infecção hospitalar, por isso a lavagem deve ser feita antes e depois de manipular o paciente, informa.
Na Santa Casa, o mascote da campanha, Prevenildo, ensina como deve ser feita a lavagem das mãos com sabão antisséptico e lavando a palma, o dorso, as unhas, o polegar, os punhos e a região entre os dedos. Até o dia 17, Prevenildo percorre os hospitais Mater Dei e Infantil e participa de palestras com profissionais da saúde.
Segundo a médica Cláudia Dantas, o uso correto de equipamentos de proteção como luva, avental e óculos , além de manter as unhas curtas, os cabelos presos e utilizar criteriosamente antibióticos, são também formas de controle das bactérias. Na Santa Casa, onde existe uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar desde 1970, o índice de infecção foi de 3,3% no ano passado, mais baixo que o preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é 5%. No HU a taxa de infecção hospitalar é de 5,5%, índice também baixo, já que para hospitais-escola a taxa aceitável é de 10%.


