Hospitais esperam novas regras
Os hospitais estão aguardando a regulamentação da lei sobre os planos de saúde antes de investir na ampliação do número de leitos nas UTIs. Por enquanto, muitos planos de saúde têm um período de até um ano de carência para a internação - antes disso, o paciente tem que ser internado pelo SUS. Outros convênios tem limites de internação nas UTIs e reivindicam a ampliação desse período.
‘‘Estamos dependendo do doutor José Serra, para ver como vai ser o relacionamento entre hospital e seguro saúde’’, disse o diretor da UTI geral do Hospital Universitário Evangélico, Nelson Mozachi. Segundo ele, atualmente as despesas com o atendimento de pacientes pelo SUS na UTI são de R$ 150 mil por mês. ‘‘O hospital tem que bancar e o outro lado, dos convênios, não compensa. O SUS corrói o lucro’’, afirma ele.
De acordo com o diretor, os gastos com dois doentes atendidos por planos de saúde equivalem a 16 doentes do SUS. ‘‘A defasagem é muito grande. Além disso, os equipamentos para UTI são muito caros’’, afirma Mozachi. Atualmente, o Evangélico oferece oito leitos para o SUS e oito para convênios médicos.
(G.P.)

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