Hospitais enfrentam mais um dia de superlotação
O Pronto-Socorro do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná (HU) de Londrina enfrentou ontem mais um dia de superlotação. Mas, ao contrário do que ocorreu anteontem, a direção não precisou suspender o atendimento. Segundo a assessoria do HU, à tarde haviam 34 pessoas internadas além da capacidade, que é de 37 leitos. Na terça-feira, o PS ficou fechado das 8h30 às 15 horas.
O diretor-clínico do HU, Sylvio Villari Filho, disse que a suspensão não foi necessária pela disponibilidade de boxes de consultas. Mesmo assim, ontem haviam pacientes internados em macas nos corredores, consultórios e até mesmo em cadeiras.
A maternidade do HU, que dispõe de 14 leitos, está fechada desde a semana passada, por falta de vagas tanto na unidade quanto na UTI Neonatal. A UTI Neonatal, com sete vagas, estava com nove bebês internados. Na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) haviam 21 crianças. Apesar de fechada, continuam enviando gestantes. Muitas vêm até de outras regionais, disse.
A superlotação no PS atinge também a Santa Casa, que estava ontem com 33 pessoas internadas, quando a capacidade é de 18 leitos. O superintendente da Irmandade da Santa Casa de Londrina (Iscal) Fahd Haddad, disse que já estão acostumados com o excesso de pacientes.
A situação, porém, pode ficar pior, pois a Santa Casa, que está em reformas, fechará por 90 dias o atendimento das consultas no pronto-socorro. A partir do dia 15 de janeiro, somente os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. Mas Haddad não acredita que o quadro se agrave, pois a redução seria de, no máximo, 25% do volume de atendimentos.Serão casos simples, que podem ser resolvidos nos postos ou hospitais secundários, explicou.
Segundo Fahd, a superlotação é um caso crônico na saúde em Londrina, porque houve um crescimento na cidade que não foi acompanhado pela infra-estrutura da saúde. Nem mesmo o aumento dos postos de saúde consegue atender a demanda. Ele ressaltou que além da população de Londrina, a Santa Casa atende pacientes de quase todo o Paraná.
Outro fator que agrava a superlotação dos dois hospitais, segundo as assessorias de imprensa, é a falta de infomação da população que procura espontaneamente os estabelecimentos de saúde sem antes buscar atendimento nos postos de saúde de seus bairros.





