Curitiba Os 83 hospitais filantrópicos do Paraná devem paralisar todos os atendimentos eletivos (cirurgias e consultas agendadas) na próxima terça-feira. O motivo do protesto é a defasagem nos valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aos procedimentos. A ação faz parte do mês de manifesto SOS Santas Casas, que pede melhores condições de remuneração e deve acontecer em todo País. Os atendimentos de urgência e emergência e o tratamento dos pacientes que já estão internados serão feitos normalmente.
Segundo o presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná (Femipa), Charles London, a idéia é mostrar a todos que a crise que os hospitais filantrópicos vivem hoje é insustentável. Dados da entidade, que está organizando a paralisação no Estado, dão conta que o valor pago por alguns procedimentos pelo SUS estão defasados em mais de 300%. O principal problema está relacionado aos procedimentos de média e baixa complexidades. Segundo a Femipa, 80% dos atendimentos é de média complexidade e, em média, o SUS cobre apenas 60% do custo.
Para exemplificar o rombo financeiro que a defasagem nos pagamentos do SUS está causando nas contas dos hospitais, a Femipa alega que a dívida dos 63 hospitais filatrópicos e Santas Casas filiados à entidade é de R$ 254,26 milhões, entre fornecedores, salários, encargos e outros pagamentos. Além disso, informou a entidade, estes 63 hospitais fecharam 1.255 leitos desde 2000.
A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) informou que com a manifestação devem deixar de ser realizadas 9.750 internações e 40 mil consultas eletivas e pré-agendadas.

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