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Gilson CamargoPara poucosMédico fala a participantes do encontro sobre infecção hospitalar, ontem, no Hospital Erasto Gaertner: lavar as mãos já é um bom começoApenas 20% dos hospitais do Paraná têm equipes que trabalham no controle da infecção hospitalar. A informação é da Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar (Aparcih). ‘‘No papel todo mundo tem, mas na prática são poucos os que atuam nessa área’’, diz a presidente da entidade, Maria Edutânia Skroski Castro.
O Ministério da Saúde exige desde 1992 que todos os hospitais tenham um serviço ou comissão de controle de infecção. Segundo a presidente da Aparcih, o que está faltando é a vontade dos diretores e donos de hospitais em investir.
Ela observa que o trabalho de uma equipe de controle traz economia, com o uso adequado de antibióticos, desinfetantes e até o menor tempo de internação de pacientes.
De acordo com Maria Edutânia Castro, as prioridades para o combate à infecção devem ser o treinamento de pessoal (com a padronização das medidas de controle), a vigilância epidemiológica (para descobrir os tipos e causas da infecção) e o controle do uso de antibióticos - que pode estimular o aparecimento de bactérias mais resistentes.
Pela falta de dados confiáveis, a Secretaria Estadual de Saúde não sabe qual é a taxa média de infecção hospitalar nos cerca de 600 hospitais paranaenses. Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde em 94 apontou uma taxa de 13% em 99 hospitais de grande porte com 8,6 mil pacientes internados.
‘‘O importante é que cada hospital saiba a sua taxa, já que cada um tem o seu próprio perfil’’, comenta a presidente da Aparcih.
Medidas simples como a lavagem das mãos podem prevenir a infecção hospitalar. Além disso, são recomendados a limpeza do ambiente e esterilização dos materiais, bem como a administração correta de medicamentos. Atualmente, a pneumonia é a doença causada por infecção hospitalar com maior índice de mortes.
EventoPara comemorar os 150 Anos de Controle de Infecção Hospitalar, o Hospital Erasto Gaertner realizou ontem um seminário sobre o assunto. No ano passado, a taxa de infecção no hospital passou de 3% para 3,9%, em relação a 1995.
Segundo a enfermeira Ivanise de Cássia Cavalcanti, o aumento no número de casos é explicado pelo maior número de cirurgias (de 2.770 para 3.268). ‘‘Quanto mais rígido é o controle e mais pistas nós colhemos, a tendência é encontrar mais casos de infecção, que antes não eram descobertos’’, explica a enfermeira.
A equipe de controle de infecção do Erasto Gaertner é formada por um médico, duas enfermeiras, uma secretária, uma auxiliar de bioestatística e uma farmacêutica.

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