Os hospitais Evangélico e Santa Casa, de Londrina, têm até sexta-feira para decidir se aceitam extingir os plantões e ampliar o atendimento dos prontos-socorros para 24 horas por dia. O fim dos plantões é uma proposta do Ministério da Saúde, que oferece um adicional de 50% da verba que repassa através do SUS, e estabeleceu o dia 20 como prazo final para a adesão ao convênio.
Ontem, diretores dos dois hospitais estiveram reunidos com o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, para discutir o assunto, mas ainda não tomaram uma decisão. Segundo Agajan, os hospitais pediram prazo até amanhã para decidirem. ‘‘Os hospitais receiam que o fim dos plantões possa provocar aumento na demanda e, em consequência, aprofundar o déficit, pois será necessário fazer investimentos como a contratação de pessoal’’, revela o secretário de Saúde. ‘‘Para melhor analisar os reflexos da adesão ao convênio, os hospitais pediram prazo até amanhã (hoje) ou quinta-feira para apresentarem uma decisão.’
O programa do Ministério de Saúde vai credenciar hospitais de referência no atendimento de urgência e emergência em todo o País. No Paraná, 17 hospitais candidatos ao programa tiveram o crendenciamento, mas a falta de recursos vai permitir a implantação do plantão permanente só em oito unidades: três de Londrina (Santa Casa, Evangélico e Hospital Universitário, que já atende 24 horas por dia), um de Arapongas (Hospital João de Freitas), três de Curitiba (Hospital do Trabalhador, Evangélico e Cajuru) e um de Campina Grande do Sul, também na Região Metropolitana de Curitiba.Mario CesarOntem representantes dos hospitais reuniram-se com o secretário Agajan Der Bedrossian: decisão adiadaÁureo Nogueira

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