Reunião na manhã de hoje entre as direções dos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Londrina, Ministério Público e 17 Regional de Saúde vai avaliar o impacto do fechamento do Pronto Socorro (PS) e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário (HU), anteontem, por conta da contaminação pela bactéria ''Klebsiella pneumoniae carbapenemase'' e traçar estratégias de atendimento para os próximos dias, já que não há previsão de reabertura dos dois setores.
Ontem os demais hospitais da cidade enfrentaram superlotação ao longo do dia, e o temor é que a situação se agrave ainda mais com a interdição no HU. O secretário municipal de Saúde, Edson Souza, chegou a pedir à diretora-superintendente do hospital, Margarida Carvalho, que liberasse profissionais da instituição para atendimento nos outros PSs da cidade, mas a medida mostrou-se inviável, por enquanto, devido ao grande número de pacientes que continuam em atendimento no HU. Na tarde de ontem havia nove pacientes entubados no PS, aguardando vaga de UTI em outra instituição. Na UTI do hospital 17 pacientes seguiam em tratamento.
No Hospital da Zona Sul, na manhã de ontem havia 48 pacientes para 25 vagas, entre internamentos e observação. ''Está mais lotado que o normal, mas não dá para relacionar com o fechamento do PS do HU'', avaliou a diretora geral interina, Maura Aparecida Silveira.
No Hospital da Zona Norte, a diretora técnica interina Rosane Trindade informou, no início da tarde, que apesar de quase todos os leitos estarem ocupados, o PS estava tranquilo. No final da tarde a situação continuava semelhante.
Na Santa Casa, havia 12 pacientes para quatro leitos, mas a situação estava melhor que na terça-feira, quando havia 24 pessoas internadas. No Hospital Evangélico, eram quatro internados para duas vagas. Anteontem, entretanto, antes mesmo do fechamento do HU, foram registradas oito pessoas esperando vagas.
O gerente do Samu e Siate, Elândio Cléber Câmara, confirmou que o período está complicado por causa do alto número de acidentados e baleados socorridos pelos dois serviços. ''É uma situação que se arrasta há duas semanas'', afirmou.
Ele acrescentou que aumentou o número de macas retidas nos hospitais, inclusive nos secundários (Zona Norte e Zona Sul), o que não é comum. ''Com isso, reduz-se o número de ambulâncias dsponíveis.'' Câmara avaliou que, com o fechamento do HU, a situação pode piorar. ''Pode dificultar o encaminhamento para os hospitais, que já está difícil.''

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