Hospitais dão prazo para repasse de verbas
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Ponta Grossa - Os hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de Ponta Grossa decidiram dar uma trégua ao governo do Estado e adiar a decisão de suspender o atendimento. A paralisação deveria ter sido iniciada ontem, em protesto contra a atitude do governo do Estado, que cortou até 34% do repasse do pagamento do SUS referente aos serviços prestados em julho para os hospitais. A trégua foi decidida depois de uma reunião, na sexta-feira com representantes da Secretaria Estadual da Saúde e Federação dos Hospitais no Paraná (Fehospar).
Na reunião, o secretário da Saúde Luiz Carlos Sobania propôs que as instituições reapresentem suas faturas de julho até quinta-feira, dia 10, para que os repasses sejam feitos até o final deste mês. O secretário também se comprometeu a marcar uma audiência com o governador para discutir a situação dos hospitais. Em Ponta Grossa, de acordo com o presidente do Sindicato dos Hospitais do município, Alcedir Rigelli, a maioria dos hospitais teve um corte de aproximadamente 20% no repasse dos recursos de julho.
''Como as verbas do SUS representam 50% da receita dos hospitais, o corte no repasse é muito grave'', disse Rigelli. Ele calcula que cerca de 1,8 mil pessoas de uma média de 2,1 mil atendimentos mensais feitos em Ponta Grossa são através dos hospitais conveniados. ''Se esses atendimentos pararem os hospitais municipais não vão dar conta da demanda'', afirma, lembrando que as instituições da cidade atendem toda a região dos Campos Gerais.
Segundo o presidente da Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), José Francisco Schiavon, na reunião ficou acertado o repasse dos recursos de julho, mas ainda não está definido como serão os pagamentos referentes a agosto e setembro. Dos cerca de 556 hospitais conveniados e mais cerca de 500 ambulatórios que atendem pela rede pública no Paraná a Fehospar calcula que aproximadamente 100 tiveram os recursos retidos.


