Hospitais dão justificativas
Os hospitais terciários ouvidos pela FOLHA admitem que acabam retendo as macas das ambulâncias do Siate e Samu, mas sustentam que o problema é fruto da superlotação e que informam os serviços de urgência e emergência antes que os pacientes sejam encaminhados. Como não podem recusar nenhum paciente em estado grave, os estabelecimentos afirmam que precisam das macas porque não há outra forma de acomodar quem dá entrada no pronto-socorro.
O Hospital Evangélico (HE) argumenta que atende pacientes mesmo em situação de vaga zero (lotação máxima no pronto-socorro e na unidade de terapia intensiva). Com todos os leitos ocupados não há outra alternativa que não a de reter a maca do Samu ou Siate por algumas horas. O Evangélico avalia que a solução passa pela ampliação do número de vagas em urgência e emergência.
A diretora clínica do Hospital Universitário (HU), Denise Mashima, também diz que a retenção acontece em momentos de superlotação. ''Mas eles (os socorristas) são avisados que não temos vagas'', garante. Nestes casos, a preocupação no pronto-socorro é agilizar a acomodação ideal para o paciente para liberar a maca. ''Infelizmente, este não é um problema só do Hospital Universitário mas do sistema como um todo'', argui.
Por meio da assessoria, a Santa Casa declarou que não iria se pronunciar sobre o problema. (L.A.)





