Hóspedes procuram emprego
A clientela das entidades assistenciais que oferecem abrigo noturno temporário em Londrina é ampla e variada. Mas, na maioria, ela é formada por homens com idade entre 40 e 60 anos, que vieram de cidades distantes à procura de emprego, parentes ou cuidados médico-hospitalares. São pessoas humildes que, tendo que vir a Londrina, não possuem recursos para ficar em hotéis e não contam com casa de amigos.
É o caso do pedreiro desempregado Eliseo Nascimento dos Santos, 41 anos, que chegou de Toledo (oeste do Estado) há três dias. Depois de ter passado meses sem trabalho naquela cidade, ele resolveu vir a Londrina para procurar alguns parentes e um novo emprego. Não foi feliz. Fazia muitos anos que não tinha contato com meus tios e primos. Quando cheguei na casa onde eles moravam, lá na zona norte, um vizinho contou que eles mudaram para São Paulo há mais de um ano, explicou Santos, que está abrigado no Albergue Noturno, na Vila Nova (área central).
Santos contou que pretende ficar em definitivo em Londrina, onde morou na década de 80. Cheguei a trabalhar na prefeitura durante quase nove anos. Depois, fui para Toledo pensando em melhorar de vida, mas deu tudo errado. Por enquanto, não tenho onde morar e nem dinheiro para voltar para Toledo, onde morava com uma tia. Espero que a direção me deixe ficar aqui por mais uns dias, disse, ressaltando que está sendo bem tratado no Albergue e mostrando os remédios que está usando para uma doença de pele.
Paulo Ferreira de Lima, 57 anos, desempregado, está alojado no albergue do Serviço de Obras Sociais (SOS) desde o final do ano passado. Ele veio de Piraju, no interior de São Paulo, também em busca de trabalho. Igualmente não encontrou. Está muito difícil encontrar serviço hoje em dia, porque eu não tenho muito preparo, por causa da minha idade e porque ando meio doente, comentou Lima, que durante décadas foi ajudante de serviços gerais. (O.C.)





