Horto Florestal está abandonado
Lucinéia Parra
Marcos NegriniDestinoHorto
Florestal
serviu de
viveiro de
mudas na
época da
colonização
e hoje corre
esgoto no
Rio Borba
Gato, que
corta a
mata;
vereador
propõe
parceria
com a UEM
para
preservação
do local O Horto Florestal, terceira maior reserva ecológica de Maringá já não tem a beleza do passado. O Rio Borba Gato, que corta a mata, está poluído pelo esgoto que é despejado diariamente. A erosão evolui e compromete parte da área de 36 alqueires e que já foi, há cerca de 50 anos, o principal viveiro de mudas da cidade. O aroma da mata nativa foi substituído pelo fedor das águas poluídas que correm em estreitos córregos, causando tristeza e indignação entre os visitantes, moradores vizinhos e funcionários da reserva.
A área pertence à Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, mas já esteve sob administração da prefeitura entre 1994 e 96. Há cerca de um ano, o horto foi tema de um requerimento elaborado pelo vereador Décio Sperandio, que sugere a transformação da área no Jardim Botânico de Maringá. No requerimento, o vereador também pede que o horto passe a ser administrado através de uma parceria entre a Universidade Estadual de Maringá (UEM), prefeitura e governo do Estado.
A UEM, segundo o vereador, é a instituição mais adequada para cuidar da área e ainda poderia aproveitar as espécies nativas existentes para a criação de um laboratório de pesquisas. O requerimento foi encaminhado ano passado para a prefeitura, mas até hoje nada foi feito para viabilizar a parceria.
Enquanto a parceria não se concretiza, o Horto sofre as ações do homem. De acordo com o funcionário José Veríssimo, 64 anos, o local está abandonado. Ele é funcionário da Companhia Melhoramentos há 40 anos e cuida principalmente da limpeza. Veríssimo conta que no período em que o horto foi administrado pela prefeitura, nada foi feito de concreto para recuperar a erosão.
Para o encarregado administrativo da Companhia Melhoramentos, Clóvis Panzeri, a responsabilidade de recuperação da reserva é da prefeitura. ‘‘O poder público não faz nada para melhorar o Horto e ainda coloca tubulações de galerias pluviais que desembocam dentro da reserva’’, explica.

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