Os hortifrutigranjeiros tiveram uma variação média de 3,36% nos preços, durante o mês de março, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Abastecimento. Este resultado reflete ainda os prejuízos do setor nos dois primeiros meses do ano decorrentes das fortes chuvas em todo o Estado.
A desestabilização da produção, em função dos problemas climáticos, empurrou os preços para cima de uma maneira que não é usual nos meses de março. De acordo com o chefe da divisão de controle estatístico da Secretaria Municipal do Abastecimento Daril Cardoso da Luz, agora em abril a tendência é de estabilização dos preços.
‘‘Mesmo com alguns produtos apresentando alta nas variações semanais, no final do mês a média deve empatar’’, analisa ele, em função do comportamento dos preços dos produtos ao longo dos anos.
Os produtos que apresentaram maiores altas foram a cebola com 48%, a beterraba com 25% e o tomate, com alta de 14%. As baixas ficaram por conta do abacate, cujos preços caíram 23%; da alface, com variação negativa de 24%, e da cenoura, com menos 19,53% de variação. Esses produtos começam a entrar no período favorável de colheita, com uma produção mais farta e preços mais competitivos.
O feriado prolongado da Páscoa favoreceu um final de mês atípico para o mercado de hortigranjeiros. ‘‘O esvaziamento da cidade aliado à procura por outros tipos de produtos, fez com que durante a semana os preços ficassem, em média, mais estáveis’’, disse da Luz.
Sempre que a oferta de hortigranjeiros cresce, os preços tendem a cair, já que os produtos são muito perecíveis. Os produtores não podem esperar para colher legumes e verduras e o consumidor acaba ganhando com a queda dos preços devido a maior oferta.

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