Salada de chicória, couve refogada e em salada, suco de couve com limão e hortelã são as especialidades da aposentada Arcângela Sorbara Menan. O mais gostoso é que as delícias são colhidas logo ali na horta que ela e o marido, Sebastião Menan, mantêm há mais de 20 anos na Vila Brasil (Área Central de Londrina). Em um espaço de pouco mais de 20 metros quadrados o casal cultiva salsinha, cebolinha, rúcula, hortelã, espinafre, couve, chicória, pimenta, alface, almeirão e jiló. ''Cuidar da horta é fácil. É só aguar as hortaliças e utilizar adubo orgânico'', ensina.
Economia, distração e a possibilidade de se alimentar com ingredientes frescos e nutritivos são as vantagens apontadas pelo casal ao cultivar uma horta em casa. ''O que tenho aqui não compro; até distribuo para a vizinhança. Entrar em contato com a terra também relaxa. A cabeça não se ocupa com besteira. É diferente comer os legumes e verduras daqui porque sei que não há perigo'', justifica a aposentada.
Como já recomendava Hipócrates, o pai da Medicina, há milhares de anos, o casal faz do alimento o seu medicamento cultivando plantas medicinais. Arcângela assegura que depressão, má digestão, problemas renais, gripe e infecções são curados com melissa, carqueja, boldo, alfavaca, guaco e cana-da-índia, respectivamente. ''No inverno faça um chá de pulmonária, hortelã, guaco e gengibre que é ótimo para a tosse'', ensina.
Bem mais jovem mas não menos cuidada é a horta que o guarda particular Vitor Godoi Moreira cultiva em casa, na Vila Nova (Área Central). Para ocupar a terra, Moreira passou a cultivar hortaliças há um ano. Atualmente, a horta ostenta pés de pimenta, almeirão, quiabo, salsinha, cebolinha e abóbora. ''Os legumes e verduras são para consumo próprio. A minha filha também come muita hortaliça'', comenta.
Nas horas de folga Moreira segue lidando com a terra, capinando a área porque não gosta de sujeira. ''Antes isso aqui era uma ''quiçaça'', cheio de tiririca. Passaram veneno e agora tento fazer a horta vingar'', confessa.

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