Horário de verão favorece atividades ao ar livre
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
A necessidade de adiantar o relógio em uma hora não desanimou os praticantes de atividades físicas que aproveitaram o sol tímido da manhã de ontem para caminhar e correr ao redor do Lago Igapó. Embora o relógio biológico demore uns dias para acertar os ponteiros com o relógio mecânico, a maioria aponta a melhor utilização da luminosidade natural como uma das vantagens do horário de verão.
Integrante de um grupo de corrida, o chefe de segurança Marcos Antônio Theodoro acordou meia hora mais tarde no primeiro dia do novo horário. ''Nos primeiros dias sinto uma sonolência e aquela preguicinha para despertar. Porém, depois compensa. Consigo aproveitar mais o dia'', aponta.
O professor de Física Ivan Frederico Dias considera os meses em que vigoram o horário de verão como os melhores do ano. ''O dia estende-se após o expediente.''
A estudante Juliana Salino Bonafini aguardava um amigo que perdeu a hora para correr ao redor do lago. ''Durante a semana corro à tarde, e agora poderei vir depois das 18 horas que ainda estará claro e seguro'', afirma.
Por ser domingo, a dentista Solange Bronzatti não teve problemas ao encarar o primeiro dia do horário de verão. ''Vamos ver amanhã (hoje). No começo fico um pouco sonada e até procuro fazer refeições mais leves para amenizar o desgaste do corpo com a mudança. A vantagem é poder sair do trabalho e ainda aproveitar o dia para se exercitar'', comenta.
A 36 edição do horário de verão 2009/2010 começou a 0h de domingo e segue até a 0h do dia 21 de fevereiro de 2010. A mudança vale para os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal. Nos últimos 10 anos, segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida ajudou a reduzir em média 4,7% a demanda por energia no pico do sistema, entre 18h e 21h.
Nos primeiros dias algumas pessoas tendem a sentir sono em horários em que deveriam estar em atividade. Com a mudança, o incômodo deverá ser, para elas, inicialmente, de até duas ou três horas, podendo sofrer transtornos não só do ponto de vista da vigília, mas sentir vontade de dormir pela manhã.
Isso provoca nos primeiros dias redução do desempenho profissional, com a possibilidade de ocorrência de cefaléias, irritabilidade e tendência de a pessoa procurar se encostar para dormir um pouco onde estiver.
Dependendo da característica de cada um, o dia só vai melhorar a partir do começo da tarde, principalmente para quem costuma dormir oito horas por dia ou mais, explica o neurologista Raimundo Nonato.


