Horário de verão começa amanhã
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domingo, 31 de outubro de 2004
Folhapress 
Brasília - Neste ano, o horário de verão traz duas diferenças em relação ao do ano passado. Além de começar no início de novembro (após o segundo turno das eleições municipais), em vez de em meados de outubro, será Os relógios devem ser adiantados em uma hora em todos os Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e também no Distrito Federal. O intuito do horário de verão é reduzir a demanda por energia elétrica nos períodos de maior consumo (especialmente das 19h às 22h), evitando o risco de blecautes localizados.
Essa demanda representa a quantidade máxima de energia consumida em um determinado momento. Após as 19 horas, ela cresce especialmente porque esse é o horário em que as pessoas chegam em casa e acionam equipamentos que consomem bastante energia, como o chuveiro elétrico e o ar-condicionado.
Com a adoção do horário de verão, o Ministério de Minas e Energia prevê redução de 5% na demanda de energia elétrica no horário de maior consumo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. Isso equivale a 1.780 MW (megawatts), ou a soma da demanda das regiões metropolitanas das cidades de Belo Horizonte (MG) e Florianópolis (SC).
No Sul, a aposta do ministério é a de que a redução seja de 5,5%, ou seja, 540 MW a menos, quantidade equivalente a 80% da demanda no horário de maior consumo da cidade de Porto Alegre (RS). No ano passado, a medida conseguiu reduzir em 4,5% a demanda por energia no horário de maior consumo nas regiões Sudeste e Centro-Oeste no sul, o índice foi 6%. O ministério também defende que a adoção do horário de verão seja necessária para melhorar a segurança do sistema elétrico.
Ganhar mais uma hora de luz natural no final do dia também tem impacto indireto nos custos do setor elétrico e, portanto, na tarifa de energia. Se menos energia elétrica for consumida, diminui a quantidade de energia gerada pelas usinas termelétricas, que são acionadas quando a demanda por energia é muito grande e não pode ser suprida só pela energia gerada pelas hidrelétricas. O problema é que a energia das termelétricas é mais cara do que a do sistema hidrelétrico, e esse custo é repassado para a tarifa paga pelo consumidor.


