Da Sucursal

Gilson AbreuDisposiçãoA comerciante Anadir de Oliveira e a filha Sharon (em primeiro plano): aulas de natação às 6 da manhãOs mais distraídos podem estranhar ao acordar neste domingo e perceber que o seu relógio não está sincronizado com a programação da televisão ou com a rotina da casa. Calma! Não é motivo para entrar em pânico ou achar que exagerou na cerveja na noite de sábado. Basta atrasar os ponteiros em uma hora e sair do horário de verão. A medida - instituída no Brasil há 12 anos com o objetivo único de poupar energia - apesar de ainda confundir algumas pessoas, se tornou preferência nacional na opinião da grande maioria.
‘‘Eu adoro o horário de verão’’, afirma a psicóloga Tânia Sales Jacob, que costuma caminhar de manhã no Parque Barigui. Ela costuma ir ao parque na companhia da filha Camila, de dez anos, três vezes por semana. ‘‘É mais fácil para acordar e o final da tarde fica mais gostoso, dá para passear e aproveitar o sol depois do expediente’’, disse.
Para os que preferem o horário de verão, o final dele ainda tem o agravante de coincidir com o término das férias escolares e do Carnaval, o que dá uma sensação de que o ano está realmente começando. ‘‘Eu acho que durante o horário de verão sobra mais tempo para brincar. Minhas aulas começam nesta segunda-feira e agora tudo volta ao normal’’, disse Camila.
Outra adepta das caminhadas matinais no Barigui, a agente de turismo Paula Chaves, 26 anos, também acha mais agradável o horário especial. ‘‘Especialmente nos finais de tarde’’, diz. Sua filha, Maria Beatriz, de dois anos, retorna à escola na segunda-feira. ‘‘Com a volta do ano letivo o ano começa de fato’’.
Embora os mais beneficiados pelo horário de verão sejam os que aproveitam os finais de tarde para um happy hour, em bares ao ar livre e na companhia de amigos, são eles que menos se importam com a volta do horário normal. ‘‘Nós trocamos o bar e as bebidas, mas o happy hour continua acontecendo’’, garante a funcionária pública Cleo Gonçalvez.
Ela e o amigo, o restauranter George Edgar Pulze, explicam que a cerveja é substituída pelo whísque e bares como o Ciccarino, no Batel, ou o deck do Parque Barigui, que são ao ar livre, abrem espaço para locais fechados, como o Café Giuseppe, no centro da cidade.
Apesar disto, o proprietário da sanduicheria Os Mestres, no bairro da Água Verde, e que conta com cerca de 50 mesas ao ar livre, Luciano Maranhão Trevisan, não está preocupado com o final do horário de verão. O local funciona como bar e registra seu maior movimento à artir das 18 horas, quando o público do happy hour chega, informa ele.
‘‘Ainda não parei para pensar, mas acho que o final do horário de verão não vai atrapalhar o meu movimento’’, acredita.

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