Um pouco mais tarde que nos anos anteriores, começa neste final de semana o horário de verão. Os relógios terão de ser adiantados em uma hora, com o que vai haver, segundo os entendidos, uma boa economia de energia elétrica. No passado, como se recorda, o horário especial começava em outubro, o que trazia alguns inconvenientes, notadamente para as crianças que vão à escola pela manhã. Ainda era escuro quando tinham de sair.
Agora, mudou um pouco. O horário começa perto mesmo do verão, os inconvenientes serão menores. O dia vai ficar mais longo, demora mais para escurecer. Claro que sempre há os que não gostam muito da mudança, os que não conseguem sequer se adaptar bem ao novo fuso. Mas, de modo geral, a maioria tem aceitado bem a mudança. Por outro lado, ao menos no ano passado, quando houve sérios problemas de abastecimento de energia, o horário de verão propiciou melhores condições para se enfrentar o problema.
Na verdade, esta é uma idéia que poderia ser algo ampliada, caso haja mesmo o interesse de se reduzir o consumo de energia elétrica, notadamente nos chamados horários de pico. Uma sugestão que tem sido feita várias vezes por especialistas era a de modificar de modo seletivo o horário de trabalho, evitando-se assim a coincidência que acontece agora, quando a maioria tem quase que o mesmo período de trabalho: entre 8 e 18 horas. Com isto, há problemas no trânsito e também no consumo de energia, entre tantos outros.
Como, porém, há sempre muita dificuldade em vencer antigos hábitos, fica-se apenas com uma pequena alteração, a implantação, por alguns meses, do horário de verão. Quem sabe no futuro haja uma percepção mais concreta sobre a possibilidade de mudanças de horário no comércio, na indústria, nas escolas, criando-se assim condições melhores para o trabalho, o lazer e, até a economia de modo geral.
Cemitérios
Em artigo publicado ontem o jornalista Walmor Macarini faz algumas interessantes sugestões sobre o modo como se deve celebrar o Dia de Finados, comentando que seria muito melhor cantar, brincar, lembrar de modo positivo os que já se foram. Não são estas as primeiras idéias do jornalista a respeito. Há algum tempo, revelei aqui duas delas: a de que houvesse iluminação nos cemitérios e que, como consequência, fosse permitida a visita ao local no período noturno.
Todas são sugestões muito positivas, dentro da idéia maior do jornalista segundo quem a morte é uma passsagem e, na verdade, não existe. O que foi colocado no cemitério é o corpo, sem a centelha que representa a vida. Ir ao local há de ser um modo de rememorar mas não de lamentar, com a idéia de uma perda final.
Estas considerações são feitas, naturalmente, devido à proximidade do Dia de Finados.

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