Ontem, professores da rede pública estadual paralisaram parcialmente as atividades em várias cidades, como Curitiba, Londrina e Cascavel (veja matéria ao lado). Eles reduziram as aulas de 50 para 30 minutos e usaram o tempo restante para debater sobre os rumos da greve unificada de advertência no próximo dia 30. A secretária estadual da Educação, Alcyone Saliba, avisou que vai cortar o ponto dos professores que reduziram o tempo de aula.
Devem participar do movimento do dia 30 doze categorias do funcionalismo público estadual. A APP-Sindicato já adiantou que mais de 60 caravanas de professores do interior chegam à Capital neste dia para a 'Marcha em Defesa da Educação Pública' até o Palácio Iguaçu. O sindicato estima que mais de 15 mil pessoas estarão no protesto.
''Queremos que o governador Jaime Lerner nos atenda para mostrarmos a pauta de reinvindicações. Caso contrário, iremos deflagrar greve geral a partir do dia 30, por tempo indeterminado'', ameaçou a APP, por intermédio de sua assessoria. Eles reivindicam reajuste salarial de 50% para repor perdas acumuladas desde 1995, quando receberam o último aumento.
A categoria pede a revogação do decreto 4313 que instituiu exames de pré-seleção para os candidatos a diretores. Eles defendem ainda o concurso público, plano de saúde, concurso público, plano de cargos e salários. Além disso, entendem que 20% da carga horária deve ser utilizada para hora-atividade na escola e não 10% como acontece atualmente.
A APP entende que não teve as reivindicações atendidas pela Secretaria Estadual de Educação (SEED), conforme combinado, quando retornaram ao trabalho depois da greve do ano passado. ''A SEED não cumpriu o que nos prometeu''.
A secretária estadual de Educação, Alcyone Saliba, disse que todos os pontos acordados no ano passado estão sendo cumpridos. ''E há ainda outros pontos que estão para serem implantados. E eu estou atenta às datas.''
Sindicato dos agentes penitenciários, dos professores e funcionários das Universidades de Londrina, Ponta Grossa e Maringá, além de Servidores de Saúde e mulheres de Policiais Militares são algumas das categorias que devem participar da greve de advertência. (Colaborou Ellen Taborda)

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