Giovani Ferreira
De Curitiba
Integrantes dos grupos Dignidade e Esperança estão cobrando do secretário de Estado da Segurança, José Tavares, a punição dos culpados pela morte do travesti Kérica, assassinada na madrugada do último domingo. Eles foram recebidos por Tavares ontem à tarde, ocasião em que denunciaram a violência sofrida pelos homossexuais de Curitiba, que seriam frequentemente agredidos inclusive por policiais.
Kérica foi vítima de agressão na Rua Piquiri, bairro Rebouças, em ocorrência que teria contado com a participação de quatro policiais militares. Depois de agredida, Kérica foi elvada para a casa, onde não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo. Um laudo preliminar do Instituto Médido Legal (IML) apontou que o travesti morreu por causa de lesões no fígado.
Tavares garantiu aos representantes dos grupos que o fato está sendo apurado com rigor. No caso de os policiais serem os culpados, o secretário garantiu que eles serão expulsos da corporação. O caso está sendo investigado através de um inquérito policial militar, que apura a participação dos PMs, e um civil, que também deverá apontar os culpados, eles sejam ou não da Polícia Militar.
Toni Reis, presidente do Grupo Diganidade, e ‘‘Liza Minelly’’, presidente do Grupo Esperança, protocolaram as denúncias e entregaram ao secretário uma série de reivindicações dos homessexuais. Entre elas estaria a elaboração de um programa para garantir os direitos dos travestis de Curitiba, que segundo Toni Reis são vítimas de vilência física, moral e de extorsão. Tavares esclareceu que o primeiro passo para a garantia desses direitos deve partir dos próprios homossexuais, que não podem ter medo de denunciar. corporação.

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