Homicídios neste ano se igualam a 2001
PUBLICAÇÃO
sábado, 05 de julho de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A sequência de cinco dias sem registro de nenhum homicídio em Londrina foi interrompida tragicamente neste final de semana. Três assassinatos registrados entre o início da noite de sexta-feira e a manhã de ontem elevaram para 117 o total de mortes violentas ocorridas neste ano. O número é igual à soma registrada em todo o ano de 2001. Em 2002, o número de homicídios atingiu o recorde de 161 65 mortes até o dia 5 de julho.
A última morte foi registrada ontem, por volta das 10h30. O jovem Anderson Aparecido dos Santos Silva, de 20 anos, foi morto com quatro tiros numa travessa da rua Rosa Branca, ao lado do muro da Escola Estadual Ana Molina Garcia, no Jardim Interlagos (zona leste). O delegado de plantão da 10 Subdivisão Policial de Londrina (SDP), Fátimo Siqueira, apurou que a vítima teria discutido com um amigo, que estava armado e acabou atirando.
Anderson morava no Jardim Monte Cristo e, embora possuísse carteira de trabalho, não tinha profissão definida. Até o fechamento desta edição ninguém havia feito o reconhecimento do corpo no Instituto Médico-Legal (IML).
Na sexta-feira, por volta das 18 horas, Ricardo Gonçalves Varjão, de 26 anos, conhecido como ''Spin'', saía da casa de um amigo na rua Resek Andery, no Jardim Santiago II (zona oeste de Londrina). Dois homens em uma moto se aproximaram e dispararam pelo menos dez tiros contra o rapaz. Varjão, que possuía antecedente por roubo, faleceu algumas horas depois de dar entrada no Hospital Universitário. Segundo a Polícia Civil, três suspeitos estão sendo investigados. Um dos irmãos de Ricardo, o torneiro mecânico Adilson Gonçalves Varjão, foi assassinado no Jardim Leonor (zona oeste) em 11 de janeiro deste ano.
Outro homicídio ocorrido no final de semana ocorreu por volta da 0h30 de ontem, na rua João da Silva Godoi, no Conjunto Ernani Moura Lima (zona leste). O pedreiro desempregado João Henrique dos Santos, de 32 anos, foi atingido por cinco tiros (na cabeça e na perna esquerda) em frente à residência onde morava com a mãe e um irmão. Segundo o delegado de plantão, Valdir Fernandes, ao lado do corpo foram encontradas uma pequena porção de pasta-base de cocaína e uma marica espécie de cachimbo usado para consumir a droga.
Conforme um familiar, que preferiu não se identificar, Santos era viciado em drogas há mais de 10 anos e sabia que corria perigo. Tanto que ''nunca quis formar uma família''. ''Pelo que eu sei, ele não estava devendo droga e também não tinha briga com ninguém'', comentou. De acordo com o familiar, Santos tinha só uma passagem policial. Em 1992, ele teria sido preso com 100 gramas de maconha e cumprido pena de três anos e alguns meses de prisão.


