Homicídios crescem por causa do tráfico
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sexta-feira, 05 de janeiro de 2001
Dimitri do Valle De Curitiba 
O número de assassinatos aumentou 14% em Curitiba no ano passado em relação a 1999. Foram registradas 285 mortes em 2000 contra 250 no período anterior. O crescimento foi puxado pelo tráfico de drogas, que domina 30% das ocorrências, segundo o titular da Delegacia de Homicídios, Fauze Salmen. Pela primeira vez, a Cidade Industrial de Curitiba (CIC) não aparece como a região mais violenta da cidade. A CIC, que ficou na segunda posição com 35 mortes, foi superada pelo bairro Cajuru, onde houve 42 homicídios.
Grande parte das mortes foi provocada com o uso de arma de fogo. Foram registrados 221 casos, o equivalente a 77% do total de assassinatos. Fauze Salmen divulgou ainda o número de investigações elucidadas. Dos 285 homicídios que chegaram ao conhecimento da delegacia, 203 (71%) foram resolvidos. Isso se deve ao trabalho dos delegados, que estão comparecendo ao local do crime para iniciar o trabalho investigatório, afirmou. O delegado comenta que o número de casos resolvidos não foi maior por causa da lei do silêncio que impera na periferia.
A faixa etária da vítima e do matador é baixa em Curitiba. No máximo, chega a 25 anos. Disputa por pontos de comércio de drogas, dívidas com traficantes e confrontos entre gangues rivais são as principais causas dos homicídios. Para baixar o índice de mortes, Salmen defendeu o retorno de operações conjuntas das polícias Civil e Militar. O delegado disse que as blitze não resolvem por completo o problema dos homicídios, mas ajudam a baixar o número de mortes e identificar bares clandestinos, que segundo ele, são focos de marginalidade.
Outro problema que empurra as estatítiscas de assassinatos para cima é a venda indiscriminada de armas, diz Salmen. O Brasil precisa resgatar a discussão sobre a proibição da venda de armas, acredita. Ele declara que é totalmente favorável ao desarmamento da população. Quando as pessoas comuns forem desarmadas, fica só polícia e bandido.


