Marcos Zanatta
De Maringá
Começa hoje em Maringá o 1º Congresso Sul Brasileiro de Plantas Medicinais, que pretende incentivar a pesquisa e divulgar a forma correta do uso de ervas e medicamentos à base de plantas entre a população. Levantamento realizado pelo professor Luiz Marques, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), mostrou que 90% dos ‘‘remédios’’ à base de plantas são inócuos. ‘‘Por vários motivos’’, explica a professora Maria Eugenia da Silva Cruz, também da UEM e uma das organizadores do evento. Ela diz que antes de mais nada o usuário precisa ter orientação de um profissional. ‘‘As plantas podem curar, mas também podem fazer mal’’, alerta.
A idéia de fazer um congresso surgiu da necessidade de ‘‘unificar’’ os trabalhos realizados na área e ampliar a troca de experiência. Outro motivo foi o grande retorno pela procura por medicamentos naturais. ‘‘Os jovens hoje preferem tratamentos à base da medicina homeopática e o uso de plantas’’, diz Maria Eugênia. ‘‘Por isso a preocupação em orientar a forma certa de tratamento e uso.’’ Ela explica que a planta é como um medicamento sintético, onde devem ser respeitadas a dose, período de uso e até o preparo. Com a desvantagem que é preciso conhecimento para usar plantas medicinais.
Todos os datalhes sobre uso das plantas serão discutidos entre profissionais e levados à população. ‘‘Nosso objetivo é também unificar os debates em torno do assunto, evitando os debates paralelos que trazem resultados apenas isolados’’, diz.

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