Homeopatia ajuda combate ao câncer
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de julho de 1997
Mariela de Castro Santos 
Curitiba
Um novo medicamento homeopático, usado como tratamento alternativo para o câncer, vai começar a ser produzido em Curitiba. Os medicamentos do Método Canova, criado pelo médico argentino Francisco Canova há 50 anos, vão ser fabricados pelos Laboratórios Homeopáticos do Paraná e devem chegar ao mercado daqui a cerca de 30 dias.
Um convênio assinado ontem em Curitiba entre o laboratório argentino Sucesores de Francisco J. Canova e o médico homeopata Javier Salvador Gamarra garante a este a exclusividade para produzir e comercializar o Método Canova no Brasil. O medicamento não tem efeitos colaterais, garante Javier Gamarra. O remédio pode ser usado como complemento de outros tratamentos ou de forma isolada.
O Método Canova não pretende apresentar uma cura definitiva para a doença, mas sim proporcionar uma melhora no bem-estar do paciente, estimulando as reações do corpo à doença. Nos últimos 30 anos, testes feitos com milhares de pacientes na Argentina mostraram que o Canova age com eficácia sobre todos os tipos de tumores, em diversos estágios. Pacientes submetidos a este remédio tiveram seu tumores reduzidos ou controlados, além de terem uma qualidade de vida bem superior à daqueles que optam por tratamentos mais agressivos, afirma o pesquisador Ruben Laghen, estudioso do câncer há 19 anos.
As provas-piloto do Canova foram feitas com grupos de 40 a 500 pacientes, aos quais se ministrou sempre o mesmo tratamento, com as mesmas doses e frequências. A diferença, explica Laghen, é que alguns pacientes recebiam uma inócua solução fisiológica, enquanto outros eram tratados com Canova. Detalhe: nem os pacientes nem os médicos que ministravam o medicamento sabiam quem estava recebendo o que. Apenas os coordenadores do projeto sabiam.
Ao cabo de três meses, a medicação foi suspensa. Cinco anos depois, 70% dos pacientes que haviam recebido apenas soro fisiológico já haviam morrido, contra 35% de óbitos entre os medicados com Canova.
A duração do tratamento com o novo remédio varia de caso para caso. Pode ser aplicado via oral, intravenosa, intramuscular e até intradérmica, a critério médico.


