Homens presos com notas falsas
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sábado, 15 de fevereiro de 1997
Lucília Okamura 
Mário CésarDERRAMEPedreiro e marceneiro de Ribeirão Preto guardavam no hotel 400 notas falsas de R$ 5,00O pedreiro Saturno Francisco de Souza, 43 anos, e o marceneiro José Arimatéia de Castro Souza, 25 anos, foram presos pela Polícia Militar, ontem de madrugada, em Londrina, com 400 notas falsas de R$ 5,00. Eles são de Ribeirão Preto (SP) e estão há cerca de duas semanas na região, onde já haviam passado R$ 1 mil em notas falsas.
Saturno e José Arimatéia são primos e estavam hospedados no Hotel Firenze (zona leste). O chefe do serviço reservado do 5º Batalhão da PM, tenente Walter João Marques Luis, conta que José Arimatéia tentou entrar na casa de shows Viola de Ouro, na via Leste-Oeste (área central), usando notas falsas. O caixa desconfiou e chamou a polícia, que prendeu o marceneiro.
Interrogado, José Arimatéia confessou e denunciou o primo. Saturno foi detido no Hotel Firenze, onde foram encontradas as notas falsas. Antes de chegar a Londrina, eles ficaram 12 dias em Arapongas, onde passaram R$ 1 mil em notas falsas.
Segundo a polícia, para fazer a lavagem de dinheiro, eles costumavam entrar em bares para comprar cigarros, isqueiros e outros objetos de pequeno valor, passavam as notas falsas e recebiam o troco. Ninguém desconfiava porque o valor das notas é pequeno, observa.
As notas falsas diferem das verdadeiras pela ausência da marca dágua e da fita de platina e pela aspereza do papel. Para disfarçar a diferença do papel, eles costumavam amassar as notas antes de passá-las.
José Arimatéia diz que é a primeira vez que pratica este tipo de crime. Ele conta que há algum tempo foi abordado por um homem, na rodoviária de São Paulo, que lhe ofereceu as notas. Na véspera do Carnaval, ele voltou à rodoviária e resolveu comprar o dinheiro falso. Dei R$ 1 mil e recebi R$ 3 mil em notas falsas, explica. Ele conta que resolveu vir para a região porque estava de férias.
Saturno e José Arimatéia foram encaminhados ontem de manhã à Polícia Federal. Segundo tenente Walter, eles vão responder a uma ação por derrame de dinheiro falso.


