Homens fogem dos consultórios
Basta uma rápida enquete com alguns homens acima dos 30 anos em um ponto de ônibus de Curitiba para perceber a resistência deles em procurar a atenção médica. De seis entrevistados pela reportagem, apenas um garantiu fazer consultas e exames periódicos. Dois deles, acima de 50 anos, afirmaram não realizar check-up há mais de cinco anos. Um vendedor de 35 anos admite nunca ter feito exames básicos, apesar de ter plano de saúde, e o mesmo diz o pizzaiolo de 36 anos que não tem assistência médica privada. Mais grave é o caso do empresário de 42 anos que diz não visitar um médico há mais de 36 anos.
Um bom exemplo é postura de Antonio Roberto Teilor, agente de perícia de 52 anos, que há 30 anos procura, anualmente, verificar ''a quantas anda'' a saúde dele e da família. Carlos Augusto de Araújo Cunha, economista de 56 anos, costumava realizar check-up periódico, mas confessou que há cinco anos não procura o médico por preguiça. Raimundo Santos, aposentado com 72 anos, já fez diversas ''baterias'' de exames preventivos no Sistema Único de Saúde (SUS). Há seis anos perdeu o hábito por achar que ''enquanto está tudo bem, não tem problema''.
Mais jovens, Valdivino Silva, empresário, Rogério Abreu, pizzaiolo, e Elson Porto, vendedor, confessam que não veem necessidade em procurar médicos quando se sentem bem. No entanto, os três contam que tiveram a oportunidade de fazer ao menos um exame de sangue recentemente: quando fizeram doação de sangue.(M.R.M.)





