Por trás da competição entre homens e mulheres, existe muito mais do que o desejo de conquistar um cargo melhor e afirmar superioridade. Segundo o terapeuta corporal Tonio Dorrenbach Luna, os homens perderam espaço com a chegada das mulheres ao mercado de trabalho e também sua identidade. ‘‘Quando se depararam com a feminilidade, acabaram distorcendo a masculinidade’’, diz Luna. ‘‘Acham que ser masculino é ser o oposto da mulher.’’
O Workshop O Ser Masculino, que ocorrerá nos dias 28 e 29 de agosto, na Holos Psicologia Clínica, quer ajudar o homem a encontrar seu espaço e tomar consciência do seu papel.
A idéia de que os homens não podem ser frágeis ou cometer erros, têm que ser bem-sucedidos e provedores da casa ainda persiste. O preconceito ainda faz com que muitos homens temam o contato corporal ao cumprimentar outro homem ou evitem se dedicar às artes porque seriam considerados homossexuais. ‘‘Com isso, os homens não colocam seus problemas para fora e acabam atétendo mais doenças’’, afirma Luna.
Para o psicoterapeuta Dionísio Banaszewski, os homens ainda são preparados para o sustento e não conseguem desenvolver os sentimentos. ‘‘Eles têm que encontrar seu espaço, participar mais como pai, estabelecer limites e trabalhar com os sentimentos.’’
As dificuldades do homem em perceber seus problemas e descobrir sua identidade podem atrapalhar na educação dos filhos. ‘‘O homem acaba se sentindo impotente em relação à vida e se tornando ausente’’, acredita Banaszewski.

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