'Homens e mulheres têm papéis diferentes'
''Temos que pensar Deus como um pai que nos acompanha todo o tempo, e não só como um ser absoluto.'' A reflexão da filósofa Elena Lugo é que a descaracterização de Deus como pai afeta a figura humana do homem na família. ''Um pai tem autoridade, mas também sabe ser amável'', explica.
Além de resgatar o respeito ao homem, Elena enfatiza que a mulher tem que entender que seu trabalho mais importante é a de construir um lar. Isto, segundo a filósofa, não impede a mulher de trabalhar, mas sim em criar uma nova relação familiar onde o homem divide todos os afazeres com ela para que as crianças nunca fiquem sozinhas.
''Em Porto Rico estamos ensaiando um contrato de casal. Por exemplo, se a mulher e o marido são professores de Filosofia, os dois são contratados para uma vaga, sendo que eles podem se revesar para não deixar o filhos sozinhos.'' A irmã também defende uma remuneração, ou subsídio para a mulher que cuida do lar e da educação dos filhos. ''Do que vale ter muito dinheiro e perder os filhos nas drogas?'', questiona.
A questão fundamental para Elena é que a mulher não deve procurar ser como o homem, e nem ele como ela. ''Eu fui a primeira filósofa de meu país e nunca tive problemas'', conta. Elena relatou que quando precisava da ajuda de outras teorias, elaboradas por homens, ela não se contrangia em procurá-los. ''Nós estudamos assuntos diferentes que se complementam.'' A experiência da religiosa resume, em toda sua argumentação, que homens e mulheres são diferentes, e que foram feitos para se complementar.





