Curitiba Um erro na impermeabilização de uma caixa d'água do Hospital de Clínicas (HC) resultou na intoxicação de três servidores do HC e dois funcionários da empresa Limpa Center, que realizavam o serviço. A falta de ventilação no local fez com que os funcionários da empresa, que não utilizavam equipamento de proteção, fossem intoxicados com benzeno. Um dos funcionários chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas foi liberado horas depois.
A intoxicação dos dois funcionários da empresa terceirizada só foi percebida quando um servidor da área de manutenção do HC passou pelo local, situado entre duas lajes e de difícil acesso. Com ajuda de dois colegas, tentou retirá-los mas o peso de um deles dificultou a remoção, causando intoxicação também nos servidores. O benzeno causa desmaios, asfixia e, nos casos mais graves, coma e parada respiratória.
Acionado, o Corpo de Bombeiros teve que quebrar uma das lajes, facilitando assim a remoção dos funcionários e aumentando a circulação do ar no local. Os bombeiros também tiveram que ficar em observação juntamente com os funcionários e servidores. Todos receberam alta.
O Sinditest, sindicato que representa os servidores da Universidade Federal do Paraná (que é responsável pelo HC), afirmou que irá comunicar ao Ministério Público do Trabalho a ocorrência, para que o hospital utilize um sistema mais eficiente de segurança. A direção do HC pretende fazer uma investigação para saber se aquele tipo de impermeabilizante poderia efetivamente ser utilizado em cisternas, como alegou a Limpa Center na documentação enviada para a licitação do serviço. A Folha tentou contato com o gerente da Limpa Center, João da Silva Pereira, durante toda a tarde de ontem, mas não obteve retorno das ligações.

mockup