Funcionários e usuários do transporte coletivo de Londrina têm sido vítimas constantes de ladrões, que têm agido com mais violência. Em menos de uma semana, aconteceram três roubos em ônibus, que resultaram em três pessoas feridas, todas sem gravidade.
As duas últimas ocorrências aconteceram no sábado à noite, no mesmo local e na mesma linha, num intervalo de duas horas. Trata-se da linha 314, que percorre o Jardim Olímpico (zona oeste) e é operada pela empresa Transportes Coletivos Grande Londrina. No primeiro roubo, a passageira Solange de Paula Costa levou um tiro nas nádegas, foi socorrida no Hospital Universitário (HU) e liberada em seguida.
No segundo caso, o motorista foi ferido no cotovelo. Nas duas ocorrências, os ladrões dispararam vários tiros e, além de levar o dinheiro do caixa, roubaram também os usuários.
Com estes dois roubos, já são 34 ocorrências registradas em ônibus da TCGL neste ano. O gerente geral da empresa, Gil Mendonça, explica que um dos locais mais visados pelos ladrões é o Jardim Olímpico. A empresa Francovig (responsável pelo transporte coletivo na região sul) também é vítima de ladrões. Neste ano, aconteceram seis roubos em ônibus, sendo que a linha mais visada é a que percorre o Patrimônio Selva. Três é o numero de roubos ocorridos neste ano nos ônibus da Transportes Coletivos Ltda (TIL), que faz o transporte intermunicipal (Londrina-Cambé-Ibiporã).
Gil Mendonça observa que em todos os casos, os ladrões levaram quantias irrisórias. ‘‘Teve uma vez que levaram R$ 15,00’’, ressalta. Segundo ele, os ladrões não encontram quantias grandes porque o cobrador faz constantemente o acerto do caixa.
O gerente da TCGL afirma que a empresa dá apoio aos funcionários envolvidos neste tipo de ocorrência. ‘‘Eles são tirados da escala para darem uma descansada’’, diz. Em caso de assalto, os motoristas e cobradores são orientados a não reagir e a tentar manter a tranquilidade. ‘‘Pedimos que eles tentem manter os passageiros tranquilos também’’, observa.
Além disso, a Grande Londrina proíbe os funcionários de portarem qualquer tipo de arma no ônibus e pede que eles evitem carregar objetos pessoais de valor.
Para tentar coibir os assaltos a ônibus, Gil Mendonça conta que, na semana passada, esteve reunido com o comando do 5º Batalhão da Polícia Militar. Ele informa que a empresa cedeu mil passes para que o batalhão coloque policiais à paisana nos coletivos e fez a doação de combustível para aumentar o número de rondas. Ontem, a empresa encaminhou à Companhia de Urbanização de Londrina (Comurb) um levantamento dos roubos, com locais e linhas em que aconteceram os casos. ‘‘Pedimos à Comurb que reforce a solicitação que fizemos à PM.’’

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