Homens acabam soterrados em valeta
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 1999
Lucilia Okamura 
Duas pessoas foram soterradas ontem de manhã, em Londrina, quando escavavam uma valeta para instalar uma rede de esgoto. Lázaro Alves de Oliveira Filho, 66 anos, e Elói Nemézio da Silva, 43 anos, foram resgatados pelos bombeiros após duas horas de serviço e não sofreram ferimentos graves.
O acidente aconteceu na Rua Plutão, 548, no Jardim do Sol (zona oeste), pouco antes das 11 horas. A residência pertence a Lázaro de Oliveira, que contratou Elói da Silva para fazer o serviço de escavação. Segundo o sobrinho de Elói, Hélio da Silva, que também trabalhava na obra, a valeta começou a ser aberta na semana passada e não foi feito o escoramento lateral. Ontem, ela estava com uma profundidade de 2,80 m e largura de 70 centímetros.
Eu tinha acabado de sair da valeta quando a terra começou a cair, relatou Hélio. Elói da Silva ficou soterrado até a cintura e Lázaro de Oliveira foi totalmente encoberto. O corpo de bombeiros e equipes do Siate foram acionados imediatamente e começaram o trabalho de resgate por volta das 11 horas. O médico do Siate, Gustavo Queiróz, acompanhou o trabalho e verificou que o estado das vítimas era bom.
Duas horas depois do início do trabalho, Lázaro de Oliveira foi retirado. Caminhando normalmente e tranquilo, ele foi encaminhado à Santa Casa somente por precaução. Logo depois, ele foi liberado e voltou ao local do acidente. Quando a terra começou a cair, achei que fosse morrer. Mas graças a Deus e aos bombeiros estou bem, afirmou. Ele contou que estava agachado quando o soterramento começou e, por sorte, sobrou uma fresta próximo ao seu rosto para poder respirar.
Às 14 horas, os bombeiros retiraram Elói da Silva, que também foi encaminhado à Santa Casa. Segundo assessoria de imprensa do hospital, ele está bem e teve apenas um trauma de tornozelo.
O capitão Nilson dos Santos Bezerra, do Corpo de Bombeiros, explicou que o trabalho de resgate é, normalmente, demorado. É preciso tirar a terra devagar e com cuidado para não agravar a situação das vítimas, observou.
Segundo capitão Nilson, casos de soterramento não são comuns e sempre acontecem por imprudência ou falta de cuidado de quem está realizando o trabalho. Ele disse que as pessoas precisam estar utilizando capacete, botas e luvas e o escoramento é fundamental quando a valeta ultrapassa 80 centímetros de altura. Lázaro de Oliveira conta que não pensou em fazer o escoramento porque achava que a terra estava firme o suficiente.


