Duas pessoas foram soterradas ontem de manhã, em Londrina, quando escavavam uma valeta para instalar uma rede de esgoto. Lázaro Alves de Oliveira Filho, 66 anos, e Elói Nemézio da Silva, 43 anos, foram resgatados pelos bombeiros após duas horas de serviço e não sofreram ferimentos graves.
O acidente aconteceu na Rua Plutão, 548, no Jardim do Sol (zona oeste), pouco antes das 11 horas. A residência pertence a Lázaro de Oliveira, que contratou Elói da Silva para fazer o serviço de escavação. Segundo o sobrinho de Elói, Hélio da Silva, que também trabalhava na obra, a valeta começou a ser aberta na semana passada e não foi feito o escoramento lateral. Ontem, ela estava com uma profundidade de 2,80 m e largura de 70 centímetros.
‘‘Eu tinha acabado de sair da valeta quando a terra começou a cair’’, relatou Hélio. Elói da Silva ficou soterrado até a cintura e Lázaro de Oliveira foi totalmente encoberto. O corpo de bombeiros e equipes do Siate foram acionados imediatamente e começaram o trabalho de resgate por volta das 11 horas. O médico do Siate, Gustavo Queiróz, acompanhou o trabalho e verificou que o estado das vítimas era bom.
Duas horas depois do início do trabalho, Lázaro de Oliveira foi retirado. Caminhando normalmente e tranquilo, ele foi encaminhado à Santa Casa somente por precaução. Logo depois, ele foi liberado e voltou ao local do acidente. ‘‘Quando a terra começou a cair, achei que fosse morrer. Mas graças a Deus e aos bombeiros estou bem’’, afirmou. Ele contou que estava agachado quando o soterramento começou e, por sorte, sobrou uma fresta próximo ao seu rosto para poder respirar.
Às 14 horas, os bombeiros retiraram Elói da Silva, que também foi encaminhado à Santa Casa. Segundo assessoria de imprensa do hospital, ele está bem e teve apenas um trauma de tornozelo.
O capitão Nilson dos Santos Bezerra, do Corpo de Bombeiros, explicou que o trabalho de resgate é, normalmente, demorado. ‘‘É preciso tirar a terra devagar e com cuidado para não agravar a situação das vítimas’’, observou.
Segundo capitão Nilson, casos de soterramento não são comuns e sempre acontecem por imprudência ou falta de cuidado de quem está realizando o trabalho. Ele disse que as pessoas precisam estar utilizando capacete, botas e luvas e o escoramento é fundamental quando a valeta ultrapassa 80 centímetros de altura. Lázaro de Oliveira conta que não pensou em fazer o escoramento porque achava que a terra estava firme o suficiente.

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