Um homem teve 60% do corpo queimado ao tentar cortar cabos de estrutura energizada de 34,5 mil volts da Subestação Terra Bonita da Copel, no Centro de Ibiporã (14 km a leste de Londrina). A tentativa de furto aconteceu na madrugada de domingo, mas foi divulgado ontem.
Segundo a assessoria de imprensa da Copel, o invasor da subestação, Alessandro Rodrigo Milane, 25 anos, foi socorrido pelo Siate, que foi acionado pelo ''acompanhante'' não identificado do acusado. Milane está internado no Hospital Cristo Rei, com queimaduras generalizadas na face, pescoço, tórax e abdômen. De acordo com informações do hospital, a situação do jovem é estável. Na subestação, também foram encontrados cabos de cobre recém-cortados, conduítes de PVC e luminárias arrancadas.
Fios de cobre, de alumínio, transformadores de energia ou cabos telefônicos. Instalados na rua ou em lotes fechados os materiais são alvos de vândalos que quando não destróem, furtam os cabos para vender. Desde 2000, a Copel vem sofrendo grande prejuízo com os furtos. Cerca de 17 toneladas de fios já foram roubados no Norte do Estado, totalizando um montante de R$ 1 mihão. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, metade desse prejuízo foi resultado dos furtos de 2005, ano em que a Copel registrou o maior número de ocorrências.
Ainda segundo a assessoria da Copel, foi por meio de uma ação da Polícia Militar que desde o final do ano passado o número de furtos tem diminuído. Mas esse tipo de problema não atinge só a empresa de energia. Só este ano, a Sercomtel, empresa telefônica de Londrina, já sofreu nove furtos de cabos telefônicos, totalizando um prejuízo de R$ 18 mil.
Segundo o engenheiro da Sercomtel, Fernando Antônio Jatte, os ladrões cortam e queimam os cabos, aproveitando apenas o cobre, que vendem para ferros-velhos. ''Esses receptadores correm um sério risco pois tem uma lei que diz que os estabelecimentos comerciais que vendem fios, arames, tubos, aços, alumínios em geral, devem ter registrado o nome e endereço de quem vendeu para ele o material'', disse.
O ano passado, a Sercomtel chegou a contabilizar 32 furtos, que totalizaram R$ 37 mil de prejuízo. Jatte salientou que o número dos furtos tem diminuído pois a empresa agora está atuando com uma central que aciona quando um dos cabos são cortados. ''Temos chegado no local com a polícia minutos depois que os bandidos cortam os fios. Por isso temos percebido que os casos tem diminuído com o tempo'', reforçou.
De acordo com o setor de estatísticas da 10 Subdivisão Policial de Londrina, ainda há um número significativo de furtos de fios ou cabos telefônicos. Dois a três boletins desse tipo de furto têm sido registrados por dia. Porém, segundo o delegado de Furtos e Roubos, Manuel Angelo Martins Pelisson, desde o ano passado esse tipo de ação tem ocorrido com menos frequência que os anos anteriores. ''Claro que agora, com a PM fazendo o boletim unificado, pode ter mais registros nos demais distritos policiais. Mas temos percebido que depois de uma ação feita o ano passado, os casos têm diminuído'', disse.

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